Sair à noite com os amigos e gastar 15 mil euros? "Fazes uma vez para saber como é"

Antigo futebolista Álvaro Dominguez está a preparar um livro para aconselhar antigos atletas. Em entrevista ao "El Mundo" revelou alguns dos seus excessos e falou da responsabilidade no pagamento de impostos

"Saí uma noite com amigos e no final tinha uma fatura de 15 mil euros. É normal que quem leia isto ache que sou estúpido. Mas isto é uma coisa que fazes uma vez na vida para saber como é, mas tens de te lembrar que esta não é a realidade". O episódio recordado pelo antigo futebolista Álvaro Dominguez serve para explicar ao jornalista do El Mundo como se gasta um milhão de euros.

O ex-atleta do Atlético de Madrid e do Borussia Mönchengladbach, retirou-se dos relvados aos 27 anos devido a lesão e prepara agora um manual para ex-jogadores onde dá conselhos de como gastar dinheiro sem se arruinarem. Dominguez admite, no entanto, que quandos e é jovem e não se tem dinheiro, de repente ver milhares de euros na conta, não é fácil.

Daí que o desejo de cada jogador seja comprar "carros cada vez mais caros, relógios cada vez maiores". "Quando és futebolista não dás valor ao dinheiro", acrescentou, na entrevista. O próprio jogador conta que teve de vender património, depois de ter abandonado os relvados. Agora espera dedicar-se à representação, embora não deixe de lado um cargo de dirigente desportivo, ou uma carreira ligada à nutrição.

Sobre a gestão fiscal do património dos jogadores de futebol, Álvaro Dominguez não tem dúvidas que o assessor fiscal só comete um crime com o conhecimento do jogador. "Um jogador sabe perfeitamente o que o seu assessor fiscal está a fazer", disse. Recorde-se que jogadores como Cristiano Ronaldo e Messi estão a braços com a justiça espanhola por alegada fuga ao fisco.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.