Garoto de 12 anos foi traído e é assunto nosso

O essencial deste texto já foi escrito. A jornalista Isabel Stilwell publicou-o no Jornal de Negócios, anteontem, e só o li ontem. Repito o essencial dele, aqui e hoje, porque não sei de nada mais importante que possa ser dito. Talvez haja uma só pessoa que ainda não o tenha lido. Seja, essa tem também de ser avisada. Eis o que Isabel Stilwell escreveu, em texto que eu encurto. Há um processo de regulação de responsabilidades parentais de Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho. O filho de ambos, de 12 anos, foi ouvido. Uma criança vai a tribunal falar sobre os seus pais. Adivinha-se a angústia. A juíza garante, o que é óbvio, que aquilo que a criança disser será guardado com cuidado. Na sala de audiência só estão três pessoas, nem os advogados das partes. Só o juiz, um representante do Ministério Público e um representante do Instituto de Medicina Legal. A criança falou. Depois, revistas fizeram capa, com discursos em direto, atribuídos ao garoto. "A minha mãe..." E: "(...) o meu pai." Houve uma revista que titulou: "Saiba tudo o que a criança disse em tribunal." Na TV falou-se do que o garoto "disse." Eis parte do que Isabel Stilwell escreveu e a que considero necessário dar eco. Porque um garoto de 12 anos foi traído. Publicamente traído pelas revistas que não sabem o que fazem ou não se importam. E por alguém mais que teve acesso às palavras do garoto e as espalhou. Um garoto de 12 anos foi traído e é um assunto nosso.

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