Vacina antiarrogância

Houve jogo ontem? Não dei por nada, estive a ver o Somos Portugal, já que o Mundial rapidamente se transformou em Fomos, Portugal. Não, é óbvio que vi, até porque é mais fácil aguentar um minuto de comemorações cretinas do Griezmann do que cinco horas de música pimba.

O avançado festeja os golos com uma dança do Fortnite, um videojogo de tiro, o que faz sentido, porque ficamos com vontade de o alvejar. Admito que foram justos vencedores. Lamento, amigos croatas, mas ganhar a França não é para todos. É só para sortudos. Isto engrandece o nosso feito: ganhámos aos futuros campeões do mundo! Deschamps é o terceiro campeão do mundo como jogador e treinador. O quarto será Ronaldo. Só precisa de ganhar no Qatar 2022 e tornar-se treinador.

Duas coisas tão prováveis como trocar a Juventus pelo Bétis, para ser apresentado como William, com uma fotomontagem manhosa. Os franceses encararam a final de forma séria, depois de terem levado a injeção portuguesa contra a arrogância, mas Lloris (o mesmo que disse estar lesionado no golo do Eder) é claramente do movimento antivacinas, porque continua cheio de soberba. Só isso explica aquela "finta" a Mandžukić. Foi o momento do jogo. Para relembrar que mais difícil do que saber perder é saber ganhar.

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