Nick Checker, à frente dos Assuntos Africanos do Departamento de Estado dos EUA, falou ao Semafor e explicou a tática para África, com foco, por exemplo, a partir dos programas de apoio à Saúde. Há uma preocupação, apesar de todas as boçalidades do presidente Trump, em “refrescar” a imagem pisada que América e americanos têm actualmente, em África, precisamente por via do cancelamento dos programas da USAid.Checker, no essencial, expõe a big picture, a partir do óbvio: África precisa da China e os americanos só irão ao mercado regatear, caso valha a pena; não disputarão dólar por dólar, a construção de estradas, pontes e cidades; antes, terão “olho de lince” nos metais raros e na não-disrupção dos fluxos / linhas de abastecimento. Neste âmbito, este “americano oficial”, especificou os esforços em curso, para recentrar as atenções de Angola, África do Sul e Quénia, nos Estados Unidos e não na China!Por outro lado, uma diplomacia comercial agressiva, com exigências de resolução dos pequenos conflitos, com capacidade para se tornarem grandes. Não contribuem para a paz, responsabilizam o “parceiro” pela paz, com a cenoura do negócio, da tarifa preferencial.Ou seja, África apresenta-se enquanto “hemisfério de transição”, partilhável e com clusters de interesse imperativo, como as terras raras, o urânio e a geografia! É esta a importância de Angola, com profundidade estratégica até às “minas do conflito” e uma frente de costa a meio-caminho do Índico e a mais umas braçadas do Pacífico. O pânico NATO é, aliás, uma base naval chinesa, nas águas profundas de Angola, mais os submarinos “dos gajos”!De regresso à Saúde e à imagem americana em África, anunciaram em janeiro, numerosos deals com a lot of countries, num total de 11 mil milhões de dólares para os próximos 5 anos. Tremendous, dirão os/as senhores/as, uma gota comparado com o mundo pré-hemisférios.A emenda, na questão da imagem, foi também “pior que o soneto”, porque há sempre um leak, a cada boa acção. No caso, Checker enviou um e-mail para a rede de diplomatas americanos em África, recomendando-lhes que devem relembrar os países abordados da “generosidade americana no combate ao HIV e à fome no continente”!Trump dá com uma mão, tira com a outra, arrota no fim e diz: “Estão a ver o meu troféu?” enquanto segura no vazio! África representa exactamente o que os amigos de Trump, em tempos, tiveram: um território livre, onde chegam, se instalam, limpam as mãos e saem, a forma mais rápida de perderem influência para China e outros.Não é o dinheiro americano que compra, é o coração do/a africano/a que decide! Politólogo/arabistawww.maghreb-machrek.ptEscreve de acordo com a antiga ortografia