Mário Augusto: o senhor do cinema

Mário Augusto, o homem do cinema da RTP, faz trinta anos de carreira. Rui Pedro Tendinha, companheiro de aventuras cinéfilas e camarada de longa data, propôs-lhe uma conversa de amigos com o cinema como pano de fundo.

Estás a celebrar os teus 30 anos de televisão. Quer queiras quer não, és um dos rostos que se mantêm há mais tempo e com regularidade no pequeno ecrã. Sentes que passou depressa?
Bem, quando olho para trás, espanta-me a medida de tempo. Passou a correr, mas sempre com muito entusiasmo, muita curiosidade e acima de tudo sem premeditação ou planos a longo prazo. É talvez por isso que ainda me mantenho muito ativo e sempre com ideias e coisas novas para fazer... Mas são 30 anos. Vejo neles uma certa inocência entusiasmada que levava a não desistir, mas acima de tudo uma evolução tecnológica incrível.

Há algum saudosismo nessa reflexão?
Saudosismo só se for da idade passada, mas só sou o que sou hoje por ter tido as experiências que tive no tempo certo... fui, por isso, um sortudo. Fui fundador de um canal de televisão, a SIC, fui fundador de uma rádio, a Rádio Nova, trabalhei em grandes jornais e revistas, fiz tudo no tempo certo. Costumo dizer que a vida faz de nós o que quer e eu sempre a respeitei com boa disposição, deixando que ela me leve por aí como quem deixa desenrolar o tapete do caminho que vai fazendo, sem desconfiança nem medo de arriscar.

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