Inundações param Sydney, enquanto Queensland arde e 8 mil são aconselhados a evacuar

Uma pessoa morreu num acidente de viação por causa das condições meteorológicas e dois bombeiros ficaram feridos com a queda de uma árvore em Sidney. No estado australiano de Queensland há 140 incêndios florestais ativos

Fortes chuvadas que causaram inundações obrigaram ao cancelamento de voos e ao corte de ligações ferroviárias esta quarta-feira em Sydney, Austrália, com algumas zonas a serem atingidas em poucas horas com o equivalente a um mês de chuva.

Os serviços meteorológicos informaram que até 106 milímetros de chuva por metro quadrado caíram em algumas áreas, quando a precipitação média em novembro na maior cidade da Austrália é de 84 milímetros.

De acordo com meios de comunicação locais, uma pessoa morreu na sequência de um acidente de viação devido às condições meteorológicas e dois bombeiros ficaram feridos após a queda de uma árvore durante uma operação de resgate.

"As condições que temos hoje estão entre as piores que já vimos, e peço a todos, condutores e peões, que tenham a maior cautela", aconselhou o comissário da polícia de Sydney, Michael Corby.

As empresas que fornecem eletricidade informaram que pelo menos seis mil pessoas estavam sem energia em suas casas.

Muitos voos foram cancelados ou adiados no principal aeroporto internacional da cidade. Os aviões ficaram bloqueados, enquanto as equipas de terra foram obrigadas a protegerem-se da inundação repentina.

A Austrália é atingida regularmente por fenómenos climáticos extremos, incluindo inundações, secas e tempestades de areia.

Enquanto Sydney está em alerta por causa de inundações, Queensland, no nordeste do país, vive uma onda de calor severa que potenciou 140 incêndios florestais e fez as autoridades aconselharem cerca de oito mil pessoas a evacuar casas e escolas, avança a BBC.

O alerta foi agravado para o nível de "catástrofe", o mais alto que existe e que nunca tinha sido aplicado naquele estado.

"Nunca neste estado estivemos nesta situação", afirmou Annastacia Palaszczuk, que chefia o governo daquele estado.

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