Trump troca jantar com jornalistas por recolha de fundos

Tradicional encontro de correspondentes da Casa Branca realiza-se de novo sem o presidente, que já pensa na campanha de 2020

Sem surpresa, Donald Trump não comparece ao jantar de correspondentes da Casa Branca, que se realiza no próximo sábado à noite. Não vai estar em Washington, D.C., a ouvir a humorista Michelle Wolf, mas em Washington, no condado de Macomb, Michigan, numa ação de recolha de fundos para a campanha de 2020.

A ausência, pelo segundo ano consecutivo, do presidente dos Estados Unidos no jantar promovido pela Associação de Correspondentes da Casa Branca levou a que os jornalistas repensassem as prioridades deste evento. O quase centenário repasto tem como objetivos a entrega de prémios, a angariação de fundos para bolsas de estudo, bem como advogar por uma imprensa livre e que tenha acesso à sede da presidência e, por extensão, ao chefe de Estado.

"Esta reprogramação forçada ajudou-nos a voltar ao que a nossa missão sempre foi e deveria ser. É um momento para aumentar a consciencialização sobre o trabalho que fazemos e de lembrar às pessoas a importância das notícias e porque é que todos os americanos ganham com a Primeira Emenda", disse Margaret Talev, a presidente da associação, à Variety. A cerimónia passou a ser transmitida na TV a partir dos anos 1990 e, em conjunto com festas paralelas - por exemplo, a da Playboy, que tem na lista de convidados filhos de Trump -, a ter um estatuto de acontecimento ao estilo de Hollywood.

Neste ano a convidada é a humorista Michelle Fox . "Obrigado, Deus, não vou ter de ouvi-lo comer", reagiu Fox ao saber da ausência de Trump. Em representação da Casa Branca é esperada a porta-voz Sarah Sanders.

A ida do presidente ao Michigan foi revelada num e-mail enviado aos seus apoiantes. "Por que iria eu querer ficar preso numa sala com um monte de liberais das fake news que me odeiam?", lê-se no convite para "um patriota e um amigo à escolha" comparecerem como convidados especiais, em troca de uma "contribuição para os esforços de 2020". O condado de Macomb, que vive em larga medida da indústria automóvel, foi decisivo na vitória de Trump no Michigan.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG