Trump, a festa no Super Bowl e a 'selfie' com fundadora do 'spa' de escândalo de prostituição

Li Yang, que vendeu o spa em 2013, esteve na festa que o presidente deu a 3 de fevereiro para assistir à final de futebol americano no seu clube em Mar-a-Lago. Operação contra a prostituição resultou em 25 detenções, incluindo a do amigo do presidente e dono da equipa dos Patriots, Robert Kraft, detido 19 dias após aquele jogo.

Li Yang, que fundou um dos spas envolvidos num escândalo de prostituição no Sul da Florida, é presença habitual em Mar-a-Lago, o clube do presidente norte-americano, tendo até tirado uma selfie com Donald Trump durante a festa que este organizou para assistir ao Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano. A equipa que venceu a 3 de fevereiro, os Patriots, são detidos pelo amigo de longa data do presidente, Robert Kraft, que 19 dias depois foi detido por recorrer a uma prostituta nesse mesmo spa.

Li Yang, de 45 anos, vendeu em 2013 o spa, um dos dez que foram fechados na megaoperação contra o tráfico de seres humanos, não tendo sido acusada. Contudo, segundo o jornal Miami Herald, que revelou a selfie de Li Yang com Trump, a família dela ainda detém vários Tokyo Day Spa no Sul da Florida, que são conotados na Internet como espaços onde os homens podem pagar por sexo. Ao jornal, Yang disse que nem ela nem a família violaram a lei, mas recusou responder às perguntas sobre se sabia que as terapeutas nos seus spas estavam alegadamente a oferecer sexo aos clientes.

Hua Zhang, que comprou o spa, foi acusada de extorsão e de ser dona de uma casa de prostituição, tendo-se declarado inocente. Kraft foi um dos 25 detidos na operação, depois de ter sido apanhado nas câmaras da polícia a pagar para ter sexo oral a 20 de janeiro, o segundo dia consecutivo em que visitou o espaço. Ele nega as acusações, devendo ser presente a tribunal a 28 de março.

De acordo com uma segunda notícia, desta vez da revista Mother Jones, Yang será agora proprietária de um negócio de investimento que alegadamente vende aos clientes chineses o acesso ao presidente Trump e à sua família. No site da empresa GY US Investments (que entretanto deixou de funcionar), a revista diz que havia várias fotos de Yang com os seus supostos clientes no clube privado do presidente.

No site, lia-se que a empresa era capaz de "arranjar fotos com o presidente", sugerindo até que era capaz de arranjar "um jantar na Casa Branca e no Capitólio". A própria Yang já esteve presente na Casa Branca num evento da Asian American and Pacific Islander Initiative. Havia ainda uma foto de Trump e Yang, assinada pelo presidente. A empresária, registada como republicana, já terá doado desde 2017, junto com os familiares, mais de 42 mil dólares para um comité político de apoio a Trump e deu 16 mil dólares à campanha do próprio presidente.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG