Pedidos de asilo na Europa diminuem pelo terceiro ano

Os números do asilo na UE têm vindo a baixar deste 2016. Registaram-se 664 480 pedidos de proteção internacional em 2018, destes 1285 para Portugal.

Em 2018, os pedidos de asilo na UE regressam aos níveis anteriores a 2016, ano em que diminuir a partir do segundo semestre. O ano passado, registou-se uma quebra pelo terceiro ano consecutivo, com 664 480 pedidos de proteção internacional na UE, na Noruega, na Suíça, na Islândia e no Listenstaine, menos 10 % do que em 2017.

Segundo o Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo, cujo relatório foi apresentado esta segunda-feira, os números continuarão a ser reduzidos em 2019, apesar de um aumento nos primeiros cinco meses do ano.

"A forte diminuição dos pedidos de asilo é o resultado do esforço conjunto da UE em todas as frentes. Estamos a gerir melhor as nossas fronteiras, estabelecemos parcerias fortes com os países de origem e de trânsito, aumentámos consideravelmente os esforços para proteger os migrantes ao longo do caminho e combater as causas profundas da migração irregular. Temos de continuar o nosso trabalho em conjunto com uma abordagem europeia comum", disse o Comissário responsável pela Migração, Assuntos Internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos.

Portugal está longe de ser a primeira escolha destes imigrantes, recebendo 1285 pedidos de asilo em 2018, menos 27 % do que em 2017. Este número representa 0,2 % do total e um quarto dos pedidos são de cidadãos de Angola. Entre os cidadãos estrangeiros que pediram proteção a Portugal, encontram-se 40 menores não acompanhados pelas famílias, um quarto dos quais oriundos da República Popular do Congo.

Alemanha é o destino

A maioria dos pedidos de asilo foi apresentada na Alemanha, França, Grécia, Itália e Espanha, quase três quartos do total apresentado na UE. A Alemanha recebeu o maior número de requerimentos (184 180) pelo sétimo ano consecutivo. Constitui 28 % do total, ainda assim menos 17 % do que em 2017.

Em França, os pedidos aumentaram pelo quarto ano consecutivo (120 425), o máximo de sempre e que representa 18% do total. A Grécia sobe para o terceiro lugar (66 965), aumentando, também, pelo quarto ano e recebendo 10 % do total. Trocou com a Itália, que registou uma diminuição de 53 % nos pedidos (59 950) e que significam 9 % do total.

A Espanha mantém-se na quinta posição, mas tem vindo a aumentar os registos de refugiados, de 36.605 em 2017 para 54.050 em 2018. É um aumento de 48 % e que representa 8,1 % do total.

Se tivermos em conta a população dos países de acolhimento, o topo da tabela é composto pelo Chipre, Grécia, Malta, Lichtenstein e Luxemburgo.

Em Itália e Espanha os fluxos de refugiados estão em direções opostos, o que se justifica por uma mudança nas rotas da imigração por mar. Segundo a Agência Europeia da Guarda das Fronteiras (Frontex) a via do Mediterrâneo central, cujo principal destino era Itália, tem vindo a registar grandes quebras. Em contrapartida, aumentou o número daqueles que viajam pela Mediterrâneo ocidental, tendo a fronteira marítima espanhola como o ponto de chegada à Europa. .

As cinco principais nacionalidades que aguardam uma decisão final permanecem as mesmas de 2017, afegãos, sírios, iraquianos, nigerianos e paquistaneses, que constituem mais da metade das ações da UE.

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