Moçambique. Número de vítimas mortais sobe para 518

Atualização foi feita pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

O número oficial de vítimas mortais em Moçambique devido ao ciclone Idai aumentou para 518 pessoas. De acordo com os dados oficiais, há ainda 1641 pessoas que ficaram feridas, indica o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, e mais de 843 mil pessoas foram afetadas pelo Idai.

Mais de 146 mil pessoas estão instaladas em centros de acolhimento e 29 mil famílias estão a ser apoiadas por assistência humanitária. Três mil salas de aula ficaram destruídas, afetando mais de 150 mil alunos. No que diz respeito às habitações, quase 60 mil ficaram totalmente destruídas e 40 mil praticamente inutilizadas.

Entretanto, as Nações Unidas estimaram que 75 mil grávidas foram afetadas pelo furacão Idai em Moçambique e que 7 mil dos 45 mil partos previstos nos próximos meses podem registar complicações potencialmente fatais. O alerta foi feito por Andrea Wojnar, representante em Moçambique do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA, na sigla em inglês).

A responsável do UNFPA fez uma visita a várias infraestruturas e comunidades no distrito de Dondo, na província de Sofala.

O UNFPA estimou em mais de 9 milhões de dólares (cerca de 8 milhões de euros) os fundos necessários para fornecer serviços de saúde reprodutiva, prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, contracetivos e 'kits' para recolha de provas em caso de violação.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas, segundo dados das agências das Nações Unidas.

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