Matar um jornalista é crime? É, mas no México não acontece nada

Comité para a Protecção dos Jornalistas lançou campanha contra a "impunidade" nos assassinatos contra profissionais dos media, contabilizando já 103 jornalistas mortos ou desaparecidos

O Comité para a Protecção dos Jornalistas lançou um alerta para os desaparecimentos e mortes de jornalistas no México. Segundo números da organização, desde 1992, o ano em que começaram a atualizar os números, 40 jornalistas foram mortos no México por razões relacionadas com o exercício da profissão No entanto, a CPJ garante já ter registado 50 homicídios de jornalistas no país desde 2010, entre confirmados e sem confirmação.

"O México tem um dos mais altos números de assassinatos e desaparecimentos. Entre jornalistas mortos e desaparecidos são 103, e mais quatros trabalhadores de empresas de media. Isso contando confirmados e não confirmados", disse Carlos Lauría, coordenador do programa do CPJ para as Américas, ao Centro Knight. "O facto de os casos não serem resolvidos, e perpetuarem o clima de impunidade que deixa jornalistas vulneráveis, fez-nos pensar há algum tempo que tínhamos que fazer um relatório".

De acordo com o documento "Sem desculpas: México deve quebrar o ciclo de impunidade em assassinatos de jornalistas", nos poucos casos em que houve prisões e condenações, estas "limitaram-se" aos autores materiais, deixando os autores morais impunes.

"Ao não determinar uma relação clara com a atividade jornalística nem promover nenhuma motivação para os assassinatos, a maioria das investigações continua rodeada de opacidade", conclui o CPJ

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