Jihadista português condenado em Espanha a quatro anos de prisão

Justiça espanhola condenou Fábio Almeida por apologia passiva do terrorismo

O português detido em Espanha em 2015, suspeito de pertencer a uma rede jihadista, foi condenado na quarta-feira a quatro anos de prisão por apologia passiva do terrorismo. A Audiência Nacional espanhola condenou ainda mais dois alegados membros desta célula a sete anos de prisão por apologia do terrorismo.

Natural dos Açores, Fábio Almeida foi detido em Toledo, quando estava acompanhado pela mulher e se preparava para viajar para a Síria. Ao todo foram a julgamento quatro membros desta alegada rede que captava e doutrinava jovens mulheres para o jihadismo, escreve o El Mundo.

Na sentença, o tribunal deu como provado que Sanae B, com quem Fábio se iria casar, era a líder do grupo que tinha criado uma estrutura para captar jovens mulheres muçulmanas para o Daesh. Era ela quem definia as linhas ideológicas do grupo e propagava as ideias políticas e religiosas que justificavam a violência.

Laila H., outra da condenadas, era o braço direito de Sanae, administrando os grupos de Whatsapp onde fazia aliciamento de novos membros. Outro dos elementos - Saif Eddine H. - era o responsável pela segurança.

Fábio Almeida é descrito como alguém que ainda estava a doutrinar-se e que teria viajado de França para casar com Sanae.

O grupo fazia a primeira abordagem às pessoas que aliciava através do Facebook.

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