Israel procura estabelecer pactos de não-agressão com países do Golfo - ministro

Jordânia e Egito são os dois únicos estados árabes que até agora assinaram tratados de paz com Israel. Restantes condicionam acordos à resolução do problema palestiniano.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, afirmou este domingo estar a tentar estabelecer pactos de não-agressão com os países árabes do Golfo que não reconhecem o Estado hebreu, como prelúdio para futuros acordos de paz.

Não foram divulgados pormenores sobre as negociações, mas Israel tem multiplicado nos últimos tempos os gestos a favor de uma melhoria das relações com os estados do Golfo.

Apenas dois estados árabes, a Jordânia e o Egito, assinaram tratados de paz com Israel. Os restantes têm historicamente colocado como condição de normalização a resolução da questão palestiniana.

No entanto, nos últimos meses têm-se registado alterações e os estados do Golfo, com exceção do Qatar, estão mais preocupados com o que veem como uma ameaça iraniana, inquietação que partilham com Israel.

"Recentemente fiz a promoção, com o apoio dos Estados Unidos, de uma iniciativa política para assinar 'acordos de não-agressão' com os estados árabes do Golfo", escreveu Katz na rede social Twitter.

Katz afirmou ter discutido a iniciativa com homólogos árabes e o emissário do Presidente norte-americano, Donald Trump, para o Médio Oriente, Jason Greenblatt, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova Iorque no final de setembro.

Há um ano, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, esteve com o sultão de Omã em Mascate, reunião inédita nos últimos 20 anos.

Em julho, Israel Katz encontrou-se publicamente pela primeira vez com o seu homólogo do Bahrein em Washington e alguns jornalistas israelitas participaram numa conferência organizada pelos Estados Unidos no mesmo país do Golfo sobre a vertente económica do plano de paz norte-americano para o conflito israelo-palestiniano.

No mês seguinte, um grupo de jornalistas árabes esteve em Israel, numa visita a que não faltaram incidentes durante a deslocação de um 'blogger' saudita à Cidade Velha de Jerusalém, situada na parte palestiniana da cidade, ocupada e anexada por Israel.

O Estado hebreu ocupa desde 1967 Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, tendo anexado mais tarde a zona leste da cidade considerada santa pelas três religiões monoteístas e que os palestinianos reivindicam para capital de um seu futuro Estado.

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