Sismo de 7,3 na escala de Richter na Venezuela. Edifícios evacuados na capital

O terramoto teve o seu epicentro situado a 22 quilómetros de Irapa, no leste da Venezuela, tendo sido sentido na capital Caracas, onde as autoridades evacuaram edifícios

O sismo de magnitude 7.3 na escala de Richter foi registado esta terça-feira na costa norte da Venezuela, de acordo com o Instituto Geológico dos Estados Unidos, avança a agência Reuters.

O terramoto teve epicentro situado a 22 quilómetros de Irapa, no leste da Venezuela, tendo sido sentido na capital Caracas. O sismo ocorreu a uma profundidade de cerca de 120 quilómetros.

O centro de alerta de 'tsunamis' do Pacífico emitiu um aviso na sequência do sismo.

O terramoto levou à evacuação de edifícios na capital, Caracas, segundo a agência noticiosa AP.

O ministro do Interior venezuelano, Nestor Reverol, citado pela Reuters, afirmou que até ao momento não há registo de danos ou vítimas.

Numa publicação no Twitter, o governante apelou à calma e informou que os meios de socorro estão a postos para qualquer emergência.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.