Novo teste de ADN reafirma alegada identidade de Jack, o Estripador 

Lenço de uma das vítimas do "serial killer" londrino supostamente confirma identidade de principal suspeito

Um novo teste de ADN volta a "confirmar" que o barbeiro Aaron Kosminski seria Jack, o Estripador - um dos maiores assassinos de todos os tempos, cuja identidade nunca foi verdadeiramente revelada. Dois investigadores das universidade britânicas de Leeds e de John Moores, Liverpool reafirmam esta tese, num estudo publicado esta semana, a partir da análise de um lenço de seda alegadamente encontrado junto ao corpo de uma das cinco vítimas do homicida inglês de há 130 anos.

"A identidade do assassino permanece um mistério até hoje. Aqui, descrevemos a investigação com a única evidência física, ao que se sabe, ligada aos homicídios, recuperada de uma das vitimas na cena do crime", escreveram os autores do estudo, Jari Louhelainen (Universidade de John Moores, Liverpool) e David Miller (Universidade de Leeds).

O emigrante polaco Aaron Kosminski tem sido apontado várias vezes como o autor de um dos maiores mistérios da história criminal de Londres, mas nunca houve provas suficientes que permitissem uma acusação definitiva. Agora, os investigadores submeteram a uma nova análise molecular o lenço de seda manchado com sangue e sémen que estaria junto ao corpo mutilado de Catherine Eddowes, de 46 anos. E dizem ter conseguido detetar o ADN da vítima e do barbeiro - que teria olhos e cabelos castanhos.

No entanto, os próprios responsáveis pelo estudo olham com um certo distanciamento para os resultados obtidos, uma vez que admitem não conhecerem as circunstâncias em que o lenço, adquirido num leilão pelo empresário Russell Edwards em 2007, foi colocado junto ao corpo.

Além de que esta não é a primeira tentativa de associar o nome do barbeiro polaco a Jack, o Estripador feita por Louhelainen. Em 2014, o investigador afirmou que Aaron Kosminski era "definitiva, categórica e absolutamente" o assassino. O que lhe valeu fortes críticas de especialistas que acusaram o biólogo molecular de ter cometido um "erro de terminologia" ao usar a base de dados do ADN para obter as probabilidades de uma compatibilidade genética.

Kosminski era um emigrante polaco que foi para Inglaterra com a sua família em 1881. Foi internado por várias vezes em hospícios e foi num destes asilos para doentes mentais que acabou por morrer, em 1899, com 53 anos. É há vários anos, o suspeito número um de ter matado pelo menos cinco prostitutas nas ruas de Whitechapel, no East End de Londres, em 1888.

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