Lamonte McIntyre passou 23 anos na prisão por um crime que sempre negou ter cometido - o norte-americano foi libertado esta sexta-feira, depois de passar mais de metade dos seus 41 anos preso, após o tribunal o ter considerado inocente.."Estou bem, estou feliz", disse aos jornalistas à porta do tribunal de Wyandotte County, no estado do Kansas (EUA). "Agradeço a Deus, agradeço a toda a gente que me apoiou", concluiu antes de abraçar a mãe, Rosie McIntyre, segundo conta o jornal The Kansas City Star, que no ano passado tinha feito um extenso trabalho sobre o caso..[twitter:919006180738924544].[twitter:918940883172564992].McIntyre foi preso por duplo homicídio na Cidade do Kansas, quando tinha apenas 18 anos, e condenado a duas penas de prisão perpétua. Segundo a defesa, a condenação baseou-se apenas no relato de testemunhas, que depois se retrataram - não havia motivo, arma ou provas físicas que o ligassem ao crime, ou sequer provas de que conhecesse as vítimas, um homem de 21 e outro de 34. No entanto, a polícia prendeu o jovem horas depois do crime, depois de uma testemunha ter dito que o assassino era parecido com um rapaz que conhecia chamado Lamonte..[twitter:918929697970507778].O outro testemunho contra ele, de uma parente de uma das vítimas, foi retirado mais tarde, com a mulher a argumentar que tinha sido pressionada por um detetive. Aliás, há anos que familiares e amigos das vítimas afirmam publicamente que o jovem não foi responsável pelas mortes..Durante as audições para decidir a libertação, a defesa apontou o dedo à conduta desse detetive, entretanto reformado, e questionou a influência de uma relação romântica entre uma das advogadas de acusação e o juiz que presidiu ao caso, que na altura não foi revelada..A advogada de McIntyre, Cheryl Pilate, trabalhou durante oito ano para provar a inocência do seu cliente, com um grupo que fez este tipo de trabalho, os Centurion Ministries.