Premium Governo pressiona May para rejeitar Brexit sem acordo

Theresa May pode ficar sem dezenas de membros do governo se não ceder à reivindicação de dar liberdade de voto a emendas que impeçam a saída do Reino Unido sem acordo. A economia continua a dar sinais de que se aproxima um desastre.

Um dia depois de o plano B de Theresa May ter sido apresentado e desmascarado como o plano A, mas com uma atitude dialogante para com os partidos da oposição, a primeira-ministra enfrenta forte oposição no interior do governo. A ministra do Trabalho Amber Rudd advertiu May que dezenas de secretários de Estado e ministros podem demitir-se se os deputados conservadores tiverem disciplina de voto nas emendas que irão a votos na terça-feira no sentido de impedir um Brexit sem acordo.

"Amber disse a Downing Street para dar liberdade de voto em nome de muitas pessoas", disse uma fonte ao Times. A ministra argumentou que esta emenda iria fortalecer a posição da governante em Bruxelas e evitar que até um terço dos membros do governo (mais de 130 no total, como pode ver aqui) bata com a porta.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?