Após a reunião dos líderes das principais economias mundiais e países emergentes, em Buenos Aires, foi publicada uma declaração na qual os Estados Unidos recordam a sua rejeição do acordo de Paris, mas afirmam defender "o crescimento económico, o acesso à energia e à segurança, utilizando todas as tecnologias disponíveis e fontes de energia, protegendo o meio ambiente"..Já os restantes países, que também se juntaram ao Plano de Ação de Hamburgo, "reafirmaram que o acordo de Paris é irreversível e comprometem-se com a sua plena instauração, refletindo as responsabilidades comuns, mas diferenciadas as respetivas capacidades, à luz das diferentes circunstâncias nacionais".."Continuaremos a enfrentar as mudanças climáticas, promovendo o desenvolvimento sustentável e o crescimento económico", lê-se no comunicado de 31 pontos..No mesmo documento, os países notaram os "atuais problemas comerciais", mas sem qualquer frase de condenação ao protecionismo..O chefe de Estado argentino, Mauricio Macri, afirmou que os líderes do G20 acordaram uma posição que "reflete a necessidade de revitalizar o comércio" e a "preocupação de todos quanto às alterações climáticas".."Acordámos sobre um comunicado que reflita a necessidade de revitalizar o comércio, de revitalizar a Organização Mundial do Comércio, o que leva a uma lista de desafios", acrescentou o anfitrião no final da cimeira..O dirigente notou como a revolução tecnológica é um "grande desafio" para o futuro do emprego e que não se pode separar da "capacitação permanente".."Outra coisa que já ninguém discute e que avança em agenda é o empoderamento das mulheres", disse Macri, que enumerou ainda outras questões tratadas como infraestruturas e a sustentabilidade do futuro alimentar e das finanças globais..O G20 comprometeu-se ainda a trabalhar nas áreas da migração e dos refugiados, um compromisso que deverá ser abordado sob a presidência rotativa anual do Japão, que sucede à Argentina.