Arthur, James ou Philip? Um príncipe que não tira o lugar à irmã mais velha

Terceiro filho de William e Kate é o quinto na linha de sucessão ao trono britânico. Vale 50 milhões de libras para a economia

Doze horas depois de ter dado entrada no hospital em trabalho de parto e sete horas após dar à luz, a duquesa de Cambridge regressou ao Palácio de Kensigton com o último membro da família real britânica nos braços. O rapaz, que nasceu às 11.01 com 3,8 quilos e cujo nome ainda não foi revelado, é o quinto na linha de sucessão ao trono. Pela primeira vez na história, não tem primazia sobre a irmã mais velha, Charlotte, que continuará a ser a quarta dessa linha, logo atrás do irmão George, do pai William e do avô Carlos. Segundo os cálculos de uma consultora, só no primeiro ano, o novo bebé vai render 50 milhões de libras à economia britânica.

O sexto bisneto da rainha Isabel II, que celebrou os 92 anos no sábado, nasceu no Dia de São Jorge, o santo padroeiro da Inglaterra. Mas esse nome já foi dado ao primogénito de William e Kate, que nasceu em 2013. As casas de apostas dizem que o favorito é Arthur, que é um dos nomes do meio tanto do pai como do avô, assim como Albert, Frederick, James e Philip.

O bebé é o quinto na linha de sucessão ao trono britânico, relegando o príncipe Harry para a sexta posição. Pela primeira vez, o herdeiro masculino não tem primazia sobre a irmã mais velha. Em 2013, antes do nascimento de George, foi feita uma reforma na lei da sucessão para garantir que, independentemente do sexo, o primogénito seria o herdeiro do trono. Na mesma reforma também se acabou com a decisão de afastar da linha de sucessão quem casasse com um católico (os monarcas são os líderes da Igreja Anglicana) e a obrigatoriedade, fora os seis primeiros na linha, de terem de pedir a autorização à rainha ou ao rei para poderem casar.

O bebé nasceu às 11.01, pouco mais de cinco horas depois de Kate dar entrada no St. Mary Hospital, em Londres, onde já tinham nascido os outros dois filhos. No caso de George, em 2013, o trabalho de parto durara quase dez horas. No de Charlotte, em 2015, duas horas e meia. O anúncio do nascimento foi feito no Twitter do Palácio de Kensington, mas também, como manda a tradição, num documento emoldurado colocado num cavalete frente ao Palácio de Buckingham. "Três vezes mais preocupação agora", disse o príncipe William à saída do hospital, acrescentando que a família está "muito feliz".

A primeira-ministra britânica, Theresa May, congratulou o casal real no Twitter: "Os meus sinceros parabéns ao duque e à duquesa de Cambridge pelo nascimento do seu filho. Desejo-lhes grande felicidade para o futuro." Também o líder da oposição, Jeremy Corbyn, usou esta rede social: "Parabéns à Kate e ao William pelo nascimento do seu filho. Desejo-lhes tudo de bom."

Para a economia britânica, o facto de o bebé ser do sexo masculino é menos lucrativo do que se tivesse nascido outra menina. No ano passado, a consultora Brand Finance estimou que a "marca" George valia 2,4 mil milhões de libras, e a de Charlotte, dois anos mais nova, três mil milhões. E tudo por causa da moda e do facto de o mercado feminino ser muito maior: qualquer roupa que as crianças vestem esgota de imediato, tal como acontece com o que Kate usa. A consultora calcula que a duquesa de Cambridge vale 4,7 mil milhões de libras.

Ontem, os irmãos foram até ao hospital conhecer o mais novo membro da família. Charlotte acenou à multidão de jornalistas, usando um vestido da marca irlandesa Little Larks (que fez de imediato publicidade nas redes sociais), enquanto George ia com o uniforme escolar. À saída do hospital, pouco antes das 18.00, Kate usava um vestido vermelho com gola branca da marca Jenny Packham (a mesma que já usara no nascimento dos dois outros filhos). Uma homenagem à falecida princesa Diana, mãe de William, que usou um vestido da mesma cor quando o filho Harry nasceu.

O diretor executivo da Brand Finances, David Haigh, disse ontem à BBC que acredita que o novo bebé vai acrescentar 50 milhões de libras à economia ainda antes de completar um ano. "O nascimento é uma tremenda oportunidade de marketing para os fabricantes e vendedores de produtos de bebé britânicos, que podem fazer referência ao bebé real nas suas campanhas", indicou. O facto de ser o terceiro filho implica que a novidade já passou - estima-se que George, no primeiro ano após o nascimento, tenha rendido 75 mil libras à economia, face às 100 mil libras da irmã mais nova. "O terceiro nascimento real está, compreensivelmente, a atrair menos atenção do que os primeiros dois, e é também ofuscado pelo casamento do príncipe Harry e de Megan Markle", concluiu David Haigh.

De facto, após o nascimento todas as atenções na família real voltam-se para o casamento, que será no dia 19 de maio, na capela St. George, no Castelo de Windsor. Ontem, o príncipe Harry e Meghan participaram numa missa de homenagem a Stephen Lawrence, um jovem de 18 anos que morreu num ataque racial há 25 anos, em Eltham, no sul de Londres. O governo britânico declarou que o dia 22 de abril será, a partir de agora, o Dia de Stephen Lawrence.

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