Facebook volta a remover mensagens de Trump. Desta vez por causa das eleições

No início do ano, a empresa removeu um anúncio de Trump que continha um símbolo usado na Alemanha nazi para designar prisioneiros políticos.

O Facebook disse ter removido os anúncios de campanha de Donald Trump, por estes parecerem incitar ao medo quando o atual presidente dos EUA afirma que seu rival democrata representaria uma ameaça por permitir mais imigração.

A ação da empresa foi tomada na quarta-feira é e mais mais recente posição do Facebook na tentativa de conter a desinformação na rede social.

Os anúncios da campanha de Trump afirmavam que Biden era "perigoso para a América" uma vez que o democrata permitiria um "aumento" da imigração. Trump sugeria que isso poderia aumentar os casos do novo coronavírus e trazia riscos à segurança do país.

"Rejeitámos esses anúncios porque não permitimos alegações de que a segurança física, saúde ou sobrevivência das pessoas seja ameaçada por pessoas com base na sua nacionalidade ou condição de imigrante", disse o Facebook através de um comunicado citado pela AFP.

No início do ano, a empresa removeu um anúncio de Trump que continha um símbolo usado na Alemanha nazi para designar prisioneiros políticos.

O Facebook também afirmou estar a esclarecer as suas regras sobre anúncios que questionam a legitimidade do processo eleitoral, como os recentes comentários de Trump, sugerindo que poderá não confiar na contagem dos votos e recusar-se a passar o poder ao candidato vencedor.

"Além de proibir anúncios que façam declarações prematuras de vitória, também não permitiremos anúncios com conteúdo que pretendem retirar legitimidade ao resultado da eleição nos Estados Unidos", disse Rob Leathern, um dos responsáveis da empresa.

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