Coreia do Norte dispara um novo míssil que sobrevoa território japonês

O Japão emitiu recomendações para os habitantes do norte do país se recolherem

A Coreia do Norte disparou um novo míssil de Pyongyang, avançam a BBC e a Associated Press, citando fontes militares sul-coreanas e a agência de notícias Yonhap. O lançamento ocorreu na manhã de sexta-feira, hora local, noite de quinta-feira em Portugal, e o míssil sobrevoou o Japão, anunciou o Governo japonês.

O míssil sobrevoou a ilha de Hokkaido (norte) às 07:06 de sexta-feira (hora em Tóquio, 23:00 em Lisboa), precisaram as autoridades japonesas, que indicaram que o sistema de aviso J-Alert foi acionado em várias regiões do norte do arquipélago. Segundo a BBC, o governo japonês emitiu ordens para os habitantes do norte do país se recolherem às suas casas.

O Estado Maior Conjunto da Coreia do Sul, que está a analisar a situação com os Estados Unidos, indicou que o míssil foi lançado a partir de Sunan, onde se localiza o aeroporto internacional da capital norte-coreana.

A 29 de agosto, o regime de Kim Jong-un tinha usado o aeroporto para disparar um míssil de médio alcance que sobrevoou o norte do Japão.

O ministro porta-voz do executivo japonês, Yoshihide Suga, explicou à imprensa que o míssil caiu a cerca de 2.000 quilómetros da localidade de Erimo, a leste de Hokkaido, no Pacífico, sem que se tenha detetado qualquer percalço com barcos ou aviões na zona.

O ministro da Defesa sul-coreano anunciou que o exército de Seul realizou um exercício real de lançamento de um míssil balístico no Mar do Japão (a leste da península coreana), em resposta ao disparo do Norte.

O Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, agendou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para debater a situação.

A Coreia do Norte, que no início deste mês efetuou o sexto ensaio nuclear, o mais potente até agora, responde assim à oitava ronda de sanções aprovada por unanimidade, esta segunda-feira, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O regime de Kim Jong-un tinha estendido, esta quinta-feira, a sua ameaça nuclear ao Japão e à Coreia do Sul, recriminando-os pelo "ardente" apoio aos Estados Unidos na busca de novas sanções e defendendo o desejo do exército e do povo de os "liquidar".

O regime norte-coreano acredita ser necessário "infligir um golpe" aos japoneses, que "não entraram nos eixos", nem mesmo depois de um míssil balístico intercontinental ter sobrevoado o arquipélago, cujas ilhas "deviam ser afundadas pela bomba nuclear Juché [a ideologia oficial norte-coreana de autossuficiência]", afirmou um porta-voz do Comité norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico num comunicado reproduzido na noite de quarta-feira pela agência KCNA.

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