Bilhetes mais caros para a final da Eurovisão custam 299 euros

Ingressos para espetáculo na Altice Arena, em maio de 2018, estarão à venda a partir de dia 30

Os bilhetes para assistir à grande final do Festival da Eurovisão, na Altice Arena, Lisboa, a 12 de maio do próximo ano, estarão à venda, a partir das 10:00 de dia 30, com preços que variam entre os 35 e os 299 euros.

Para já, serão colocados à venda na BlueTicket e nos local habituais apenas alguns ingressos, havendo depois outras oportunidades de aquisição. A partir do início de 2018, haverá bilhetes para os restantes espetáculos associados ao evento.

Serão reservados 1700 bilhetes para os clubes de fãs OGAE (Organização Geral de Apoio à Eurovisão), para os seis espetáculos noturnos do evento. Os detalhes sobre como comprar estes bilhetes serão anunciados separadamente aos membros.

As semi-finais do evento vão acontecer a 8 e 10 de maio. Haverá outros seis espetáculos associados ao evento, com um vasto programa social que prevê a cerimónia de abertura, o espaço "Eurovision Village", na praça do Comércio, uma discoteca à beira rio, além do centro de imprensa.

Segundo informa a RTP, este Festival da Eurovisão terá um número recorde de participantes, 43 depois da inscrição da República da Macedónia, e será "o mais económico dos últimos dez anos e talvez um dos mais criativos de sempre".

A narrativa/conceito em que a RTP aposta é a de "um país aberto, inclusivo, tolerante e que vive bem com uma riqueza multicultural".

O presidente da RTP realçou que a narrativa escolhida para o Festival "não foi imposta ou sugerida de fora, ou encomendada, e antes desenvolvida pelos profissionais" da empresa pública de televisão, na qual prima "a simplicidade e elegância sem excesso de meios e de parafernália, não por uma razão de contenção de meios, mas por uma questão de convicção".

Segundo dados avançados pela televisão pública, são esperados em Lisboa mais de mil profissionais nas áreas de produção e realização, mais de mil pessoas das diferentes delegações internacionais, mais de 1.500 jornalistas e "uma estimativa por baixo" de 30.000 fãs e visitantes.

O Festival da Eurovisão, que se realiza desde 1956, é atualmente "o maior espetáculo de entretenimento televisivo", com uma audiência estimada de 200 milhões de pessoas, só superada pela final da Taça da Liga dos Campeões, em futebol.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.