SUBSTITUIÇÃO: PR brasileiro diz que fará propostas de acordos aos três países que visitará este mês

(SUBSTITUI A NOTÍCIA COM O TÍTULO "PR brasileiro diz que fará propostas de acordos aos três países que visitará este mês" PORQUE JAIR BOLSONARO ANUNCIOU QUE VISITARÁ O CHILE E NÃO A CHINA, COMO NOTICIADO ANTERIORMENTE)
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O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vai visitar os Estados Unidos, Israel e Chile este mês, anunciou esta quinta-feira, numa transmissão em direto no Facebook, adiantando que levará propostas de eventuais acordos a celebrar com esses países.

"Obviamente que iremos trazer algo de concreto dessas visitas. Os ministérios interessados nessas viagens estão a preparar as propostas de possíveis acordos e parcerias que teremos com esses países. No meu entender, serão viagens bastante proveitosas para o nosso Brasil", declarou Bolsonaro no Facebook.

Com a visita ao Estados Unidos da América, o chefe de Estado do Brasil procura consolidar uma relação com o Presidente norte-americano, Donald Trump, do qual é um admirador confesso.

Os dois países têm-se aproximado militarmente, tendo Bolsonaro afirmado, em janeiro, que não descartaria a instalação de uma base militar dos EUA no Brasil.

"Se pensarmos no que poderá acontecer no mundo, quem sabe se não teremos que discutir esta questão no futuro", disse Bolsonaro

Após ser empossado, o ex-capitão do exército reuniu-se na capital federal brasileira com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, tendo prometido que iria fortalecer a cooperação económica e na área da segurança entre os dois países, bem como na luta contra os "regimes autoritários" de Venezuela e Cuba.

"A minha reaproximação aos Estados Unidos é económica, mas também pode ser militar", acrescentou, naquela que foi a primeira entrevista televisiva de Bolsonaro enquanto Presidente.

A 22 de fevereiro, o general Alcides Valeriano Júnior foi anunciado como o primeiro militar brasileiro a assumir um posto no Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos, tendo sido designado para o cargo de subcomando, consolidando uma ligação entre os dois Estados.

"A missão do general Alcides será atuar como ligação entre o Brasil e o Comando Sul. Ele será um assessor do comando e estará subordinado às autoridades norte-americanas, da mesma forma como um oficial de outro país que participasse num comando conjunto no Brasil ficaria subordinado às nossas Forças Armadas", disse o comandante do Exército, general Edson Leal Pujol.

Quanto à relação do Brasil com Israel, outro dos países a ser visitado este mês por Bolsonaro, tem sido de cooperação a vários níveis.

Desde a campanha presidencial, Bolsonaro tem assinalado a sua intenção de aproximar o Brasil de Israel, tendo o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu visitado o Brasil em dezembro e estado presente na posse de Bolsonaro, realizada em 01 de janeiro.

Na altura, o primeiro-ministro israelita celebrou uma "nova era" iniciada por ambos os países, que selaram uma parceria estratégica para cooperar em áreas como tecnologia, defesa, agricultura, segurança e água.

"Israel é a terra prometida e o Brasil é a terra da promessa", disse Netanyahu, durante a sua visita ao Brasil.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, concedeu ainda a Benjamin Netanyahu, a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração brasileira atribuída a cidadãos estrangeiros, segundo informação publicada a 18 de janeiro no Diário Oficial da União.

Aquando da tragédia da rutura de uma barragem em Brumadinho, em janeiro passado, Israel apoiou o Brasil através do envio de cerca de 150 elementos das Forças de Defesa, incluindo médicos e engenheiros, para apoiar as operações de resgate de sobreviventes.

Com a futura visita do Presidente a Israel, e de acordo com o jornal israelita Haaretz, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, "espera que Jair Bolsonaro transfira a sua embaixada de Telavive para Jerusalém".

"Em troca", Israel deverá oferecer "ajuda a Bolsonaro no seu principal projeto, a segurança nacional", afirmou o jornal.

Uma eventual transferência da embaixada brasileira para Jerusalém seria uma vitória diplomática para o primeiro-ministro israelita, que procura o seu quinto mandato em 09 de abril.

O estatuto de Jerusalém é uma das questões mais difíceis no conflito israelo-palestiniano, sendo que a maioria das embaixadas estrangeiras está localizada em Telavive.

Quanto ao Chile, as relações entre os dois países sul-americanos são de cariz comercial e empresarial, sendo este Estado o segundo maior parceiro comercial do Brasil na América Latina.

Entre os principais produtos que o Brasil exporta para o Chile estão óleos brutos de petróleo, carnes, tratores e automóveis.

Em 2017, o intercâmbio comercial entre os dois Estados alcançou 8,5 mil milhões de dólares (cerca de 7,6 mil milhões de euros).

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