Sindicatos dos portuários querem antecipação da reforma devido a penosidade das funções

Os sindicatos dos trabalhadores portuários da UGT reivindicam o reconhecimento da penosidade das funções para que as reformas antecipadas não sejam penalizadas e aguardam a marcação de uma reunião com a ministra do Mar para com ela discutir o assunto.

"Queremos o reconhecimento da penosidade da profissão para efeitos de antecipação da reforma, o que seria também uma mais valia para o setor portuário dado que os trabalhadores com mais de 60 anos estão muito desgastados para as tarefas que lhes são exigidas", disse à agência Lusa o presidente da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários, Aristides Peixoto.

Os oito sindicatos que integram a federação, filiada na UGT, reuniram-se em assembleia-geral e aprovaram um documento reivindicativo que enviaram à ministra da tutela, Ana Paula Vitorino, com um pedido de reunião urgente.

Segundo Aristides Peixoto, a federação sindical já tinha enviado há cerca de uma ano e meio um extenso documento à ministra e tem aguardado, em vão, a marcação de uma reunião.

Fonte do gabinete da ministra do Mar disse à agência Lusa que a estrutura sindical vai ser contactada para agendar o encontro.

Os sindicatos, que representam mais de 600 trabalhadores dos portos de Leixões, Aveiro, Sines e das regiões autónomas, querem discutir questões profissionais e sociais, de modo a garantir direitos laborais e a segurança no emprego.

LusaFim

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