Sobre as "alegadas aparições atuais, o relatório [do cardeal Ruini] tem as suas dúvidas. Eu pessoalmente sou mais duro, prefiro Nossa Senhora Mãe nossa Mãe, e não Nossa Senhora chefe de correios, que todos os dias manda uma mensagem à hora certa. Esta não é a Mãe de Jesus", afirmou hoje o papa aos jornalistas, na viagem de regresso ao Vaticano do santuário de Fátima. .Francisco acrescentou que "estas alegadas aparições não têm tanto valor", salientando que falava a título pessoal.. "Quem é que pode pensar que Nossa Senhora venha dizer: amanhã, à hora tal, direi uma mensagem a tal vidente? Não!" - disse..A vila de Medjugorje ficou mundialmente conhecida em 1981, com "aparições" marianas regulares a seis crianças nascidas nos arredores da localidade. .Na ocasião, Nossa Senhora ter-se-á apresentado como "rainha da paz" e, desde então, terá aparecido sucessivas vezes aos seis videntes, um fenómeno que se repete, pelo menos, todos os meses. .A hierarquia católica tem reagido com ceticismo ao fenómeno e chegou mesmo a afastar um dos principais sacerdotes associados ao caso. Nos últimos anos, Roma tem enviado missões para avaliar a legalidade canónica daquelas "aparições" mas, até agora, os resultados não têm sido conclusivos. .O chefe da Igreja Católica salientou que, em relação às "primeiras aparições, quando eram crianças, o relatório, de forma geral, diz que se devem continuar a investigar"..O papa salientou ainda que há ali "um acontecimento espiritual, pastoral, que não se pode negar". ."Pessoas que vão lá e se convertem, que encontram Deus e mudam de vida. Não há ali uma varinha mágica. Este acontecimento espiritual, pastoral, não se pode negar", considerou..O papa recordou que nomeou o polaco Henryk Hoser, "um bispo grande, grande, com experiência, para ver como está a parte pastoral". ."No final, diremos uma palavra", explicou.