"Professor e investigador de créditos firmados, autor da mais importante obra portuguesa de 'Teoria da Literatura', estudioso de Camões e dos seus 'labirintos e fascínios', Aguiar e Silva esteve ligado" às universidades de Coimbra e do Minho, "e tem um sólido percurso de 'cidadania cultural', colaborando com instituições e iniciativas de defesa da literatura e da língua portuguesas", afirma Marcelo Rebelo de Sousa..O Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural foi atribuído ao escritor, professor e investigador Vítor Aguiar e Silva, autor de "Camões: Labirintos e Fascínios" e "Teoria da Literatura", e sobre o qual o respetivo júri afirmou ser um "exemplo de cidadania cultural, que liga a dimensão didático-científica à pedagógica".."É ao mestre e ao pedagogo que este Prémio foi hoje muito justamente atribuído", remata Rebelo de Sousa, que felicita o investigador de 78 anos..Entre as obras de Aguiar e Silva contam-se "A Lira Dourada e a Tuba Canora", editada em 2008, "Jorge de Sena e Camões. Trinta Anos de Amor e Melancolia", em 2009, e "Teoria da Literatura", obra de referência do autor, publicada originalmente em 1967, primeiro em fascículos, e desde então reeditada regularmente num só corpo, tendo sido profundamente revista e atualizada a partir de 1981..O investigador publicou, entre outros livros, "Camões: Labirintos e Fascínios" (1994), que lhe valeu o Prémio de Ensaio da Associação Portuguesa de Críticos Literários e o da Associação Portuguesa de Escritores..Além de ter estado na génese do Instituto Camões, Vítor Aguiar e Silva também coordenou a Comissão Nacional de Língua Portuguesa (CNALP), tendo sido ainda membro do Conselho Nacional de Cultura..O laureado foi um dos signatários da petição "Em Defesa da Língua Portuguesa contra o Novo Acordo Ortográfico", ao lado de Vasco Graça Moura (1942-2014)..Aguiar e Silva, natural da freguesia de Real, no concelho de Penalva do Castelo, distrito de Viseu, recebeu várias distinções, entre as quais o Prémio Vergílio Ferreira, atribuído em 2002 pela Universidade de Évora, e o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores, em 2007..A obra "A Lira Dourada e a Tuba Canora: Novos Ensaios Camonianos" valeu-lhe, em 2009, o Prémio D. Diniz da Casa de Mateus, atribuído por um júri do qual fazia parte Vasco Graça Moura..O júri do prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural, ao qual presidiu Oliveira Martins, foi também constituído pelos autores, professores e investigadores Maria Alzira Seixo, José Manuel Mendes, Manuel Frias Martins, Maria Carlos Gil Loureiro, Liberto Cruz e, ainda, por José Carlos Seabra Pereira, em representação da Babel, e Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril-Sol, que promove o galardão em parceria com a Babel Editora..O Prémio Vasco Graça Moura "visa distinguir um escritor, ensaísta, poeta, jornalista, tradutor ou produtor cultural que, ao longo da carreira - ou através de uma intervenção inovadora e de excecional importância -, haja contribuído para dignificar e projetar no espaço público o setor a que pertença", segundo o regulamento..A cerimónia de entrega do Prémio, cujo distinguido foi conhecido hoje, no dia em que Graça Moura completaria 75 anos, "será anunciada oportunamente", disse a Estoril-Sol.