Web Summit: Voluntários pretendem estabelecer contactos com profissionais sem custos

Muitas centenas de jovens voluntários entraram no recinto da Web Summit com o objetivo de receber instruções para as suas tarefas cimeira da tecnologia e assim fazer contactos com empresas e eventualmente arranjar emprego.

Os voluntários presentes na cimeira da tecnologia pretendem estabelecer alguns contactos com empresas e pessoas das suas áreas profissionais e, eventualmente, arranjar um emprego, sem terem o encargo de ter de comprar um bilhete de alto custo, afirmaram à Lusa alguns membros.

De acordo com Carolina Madaleno, de 22 anos de idade, participar no evento como voluntária é uma oportunidade única para poder participar indiretamente no evento e para assistir às conferências da cimeira, o que considera ser "muito benéfico".

Uma das ideias da estudante é conseguir, nos tempos livres, ir a empresas da sua área, "fazer novas ligações, estabelecer contactos e, eventualmente, arranjar um trabalho".

O voluntário Rodrigo Pinto, de 36 anos, tem como objetivo da sua participação na conferência tecnológica conhecer empresas e pessoas na área da tecnologia, que é a sua área profissional.

Hoje é o último dia de trabalho voluntário de Rodrigo Pinto e, como tal, na quarta e quinta-feira tem o seu tempo livre para conhecer pessoas e assistir às conferências no Parque das Nações.

Entrevistado pela agência Lusa na Volunteer Hub da Web Summit, Rodrigo lembra que o trabalho voluntário que realizou ontem foi tranquilo, apenas carregou algumas caixas e mesas, o que permitiu que o conseguisse conhecer pessoas.

O voluntário João Taveira, com 19 anos de idade, trabalhava esta tarde no Pavilhão 2 da Feira Internacional de Lisboa (FIL), e a sua função era abordar pessoas para votarem em várias categorias, nomeadamente futebol, basquetebol e ténis e cada cidadão abordado teria de votar no seu jogador favorito das categorias selecionadas.

De acordo com João Alvim Figueiredo, participar no projeto de voluntariado é uma forma de viver o evento sem ter grandes despesas.

O voluntário, presente na zona Volunteer Hub, afirmou que só trabalhava hoje e, por isso, teria a quarta e a quinta-feira totalmente livres para assistir às conferências.

Todos os voluntários foram submetidos a um questionário para que a organização percebesse quantas línguas conseguiriam falar fluentemente - característica que diferenciava um voluntário dos restantes.

Segundo Bernardo Gomes da Silva uma das exigências para realizar o voluntariado seria falar fluentemente inglês.

Na conferência tecnológica Web Summit vão participar mais de 2.000 voluntários de vários países, revelou à Lusa o 'manager' dos voluntários Tiago Figueiredo.

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