Projetos de agricultura e vinicultura portugueses elegíveis para financiamento mediterrânico

Agricultura, vinicultura e energias sustentáveis são áreas a que Portugal se poderá candidatar, com outros países da área do Mediterrâneo, a 440 milhões de euros de financiamento para projetos científicos, num programa que vai ser apresentado na quarta-feira em Lisboa.

O ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, disse à Lusa que desde o ano passado que se preparam redes de ciência e conhecimento e quintas experimentais em áreas como as culturas de regadio no Alentejo, a vinha em Trás-os-Montes e Alto Douro ou a cultura de montanha em Bragança, que estarão na linha da frente para se candidatarem.

A Parceria para a Investigação e Inovação na Região Mediterrânica (PRIMA) deverá ter "impacto na capacidade científica portuguesa" e implicar o reforço da cooperação na zona do Mediterrâneo, indicou.

As escolas agrícolas dos politécnicos e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro são algumas das instituições envolvidas nas quintas experimentais.

Os projetos a concurso deverão envolver pelo menos três países do norte do Mediterrâneo em consórcios com países do Mediterrâneo sul e do Médio Oriente.

As áreas genéricas dos projetos que poderão ser apoiados a 10 anos, mediante concurso, são gestão da água em zonas áridas e semiáridas, sistemas agrícolas sustentáveis e cadeia de valor alimentar no desenvolvimento local e regional.

A apresentação do PRIMA, na qual participará Manuel Heitor, vai decorrer na quarta-feira de manhã no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.