Projeto Coimbra Região de Cultura envolve 150 iniciativas em 19 municípios

O projeto de programação patrimonial e cultural em rede Coimbra Região de Cultura, desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da região, envolverá mais de centena e meia de iniciativas nos 19 municípios que integram a comunidade.

Uma das propostas artísticas do programa, denominada 'À volta do fado', que "cruzará o fado e a canção de Coimbra com diversas artes, saberes e sabores da cultura nacional", integra 35 "espetáculos de fado, concertos comunitários e projetos selecionados em convocatória aberta", que serão maioritariamente apresentados em "espaços de relevante valor patrimonial" de toda a região, foi hoje anunciado.

O fado, a canção de Coimbra, embora originária desta cidade, "percorre toda a região", é "transversal" a todo este território, de Pampilhosa da Serra à Figueira da Foz, sublinhou, durante a apresentação do evento, hoje, em Coimbra, o presidente da CIM, João Ataíde, sustentando que "a cultura é o grande fator agregador das comunidades" e que este projeto visa ajudar a "promover a coesão social territorial".

Pretendendo "homenagear o legado do fado e canção de Coimbra como património imaterial único", sempre aliado a diversas manifestações artísticas e culturais do país, o ciclo 'À volta do fado' abrange eventos como 'Fado mirado', na Praia de Mira, em 26 de julho, 'Com a guitarra de Paredes' (Coimbra, 29 de julho), 'Serenatas à janela' (Arganil, 01 de setembro), 'Coimbra com Vitorino' e 'Fado pintado' (Oliveira do Hospital e Penela, 22 e 29 de setembro, respetivamente), entre outros, como 'Ela [com Né Ladeiras]', 'Sabores do fado', 'Fado iluminado', 'A madeira que se fez guitarra', 'Adega da canção' ou 'Coimbra do Zeca' (em Góis, Miranda do Corvo, Tábua, Vila Nova de Poiares, Mealhada e Soure).

Um festival itinerante -- 'Espírito do lugar' --, integrando cerca de 90 espetáculos, performances e visitas guiadas, e um ciclo de programação -- 'Coimbra em rede' --, abrangendo 25 espetáculos de música dança e instalações/performances, são outras das propostas artísticas do projeto.

Cruzando teatro, música, dança e outras artes, numa "rede de iniciativas pluridisciplinares, integrando espaços patrimoniais, museológicos, centros históricos e recintos culturais, o projeto pretende, designadamente, valorizar os patrimónios material e imaterial da região, criar novos públicos para as artes e para a cultura, potenciar "relações de pertença entre as comunidades locais e o património" e promover o turismo, sintetizou, na apresentação do programa, hoje, no Salão Nobre da Câmara de Coimbra, o secretário executivo da CIM, Jorge Brito.

Num plano mais específico, a iniciativa também pretende criar uma rede de programação intermunicipal de espaços patrimoniais e museológicos, promover "eventos que relacionem e valorizem o património tangível e intangível" da região, desenvolver uma rede de programação que integre os espaços culturais da região e promover uma comunicação integrada, "potenciando sinergias e ganhos de escala".

Na sessão participaram também os presidentes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, e da Entidade de Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, autarcas de diversos municípios da CIM, representantes de organismos como a Direção Regional de Cultura do Centro e agentes culturais.

Antes da sessão, Coimbra Região de Cultura foi anunciado com um concerto de música de Coimbra em percurso, por espaços classificados Património Mundial da UNESCO, entre as Escadas de Minerva, na Universidade, e o Arco de Almedina (na Baixa da cidade).

Este é o primeiro de uma série de três projetos que, promovidos pela CIM, envolvem um investimento global superior a um milhão de euros, comparticipado em 85% por fundos europeus, no âmbito do programa Portugal 2020.

A CIM da Região de Coimbra é integrada pelos 17 municípios do distrito de Coimbra e pelos concelhos da Mealhada e de Mortágua (distritos de Aveiro e Viseu, respetivamente).

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