Programa europeu Erasmus tem sido o "betão armado" da cultura europeia - ministro da Educação

O Ministro da Educação disse hoje que o programa europeu Erasmus tem sido o "betão armado" da cultura europeia e que irá "nutrir" essa identidade sendo também financeiramente vantajoso.

"Nenhum político, nenhum discurso, nenhum tratado poderá trabalhar tanto em prol da União Europeia como as pessoas que passaram pelo Erasmus", disse Tiago Brandão Rodrigues numa conferência da Agência Nacional Erasmus+ e Fórum Estudante, no âmbito das comemorações em Lisboa do 30.º aniversário do programa.

Nesta conferência foram apresentados diversos testemunhos de quem participou no programa europeu de mobilidade. Tiago Brandão Rodrigues foi um dos alunos Erasmus tendo recebido recentemente o prémio Geração Erasmus + atribuído pelo Parlamento Europeu.

"Todos nós entendemos que a experiencia Erasmus irá nutrir a identidade europeia como nenhuma outra peça logística da União Europeia", disse Tiago Brandão Rodrigues adiantando que é financeiramente vantajoso cada euro gasto neste programa.

Para exemplificar esta vantagem financeira o ministro apontou o caso do 'brexit' considerando que se a votação fosse feita apenas pelos jovens Erasmus a vitória da opção pela permanência do Reino Unido na União Europeia teria sido esmagadora.

"A falta de internacionalização de muitos dos britânicos levou ao entendimento desses britânicos que a experiencia europeia não era positiva e isso acaba por fazer pagar uma fatura para todos os europeus inclusivamente para os britânicos a curto, medio e longo prazo", disse.

Durante a conferência que contou ainda com a presença do Comissário Europeu da Educação, Cultura, Juventude e Desporto, Tibor Navracsics, foram colocadas algumas questões relacionadas com o programa entre as quais a necessidade de este também ser acessível aos jovens desfavorecidos e a necessidade de adequar as bolsas aos custos reais das cidades.

Quer o ministro quer o comissário europeu consideraram ser dois desafios a ter em conta alertando para a necessidade de o programa ter maior financiamento o que, segundo Tibor Navracsics, implicaria uma maior participação financeira dos Estados Membros.

No primeiro ano do programa, em 1987, 3.244 jovens usufruíram da mobilidade e entre 1987 e 2017, um total de nove milhões de jovens beneficiaram de uma experiência internacional para estudar, viajar, estagiar, ganhar experiência profissional ou fazer voluntariado noutro país.

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