Obras do Plano Geral de Drenagem de Lisboa poderão começar no próximo ano

A Câmara Municipal de Lisboa estimou hoje que a execução do Plano Geral de Drenagem da cidade possa ter início no próximo ano, uma vez que o concurso público para a construção dos túneis foi lançado este mês.

Falando na apresentação do orçamento para 2018, o vereador das Finanças do município, João Paulo Saraiva, anunciou que foi lançado o concurso público internacional relativo ao Plano Geral de Drenagem, no valor de 112 milhões de euros, que é "o maior concurso da história da Câmara de Lisboa".

Orçado num total de cerca de 180 milhões de euros, o Plano Geral de Drenagem prevê a construção de dois túneis entre Santa Apolónia e Monsanto e entre Chelas e o Beato, bem como um coletor entre as avenidas de Berlim e Infante D. Henrique, entre outras infraestruturas.

O orçamento municipal para o próximo ano, no valor de 833,4 milhões de euros, e que foi hoje apresentado aos jornalistas, refere que se perspetiva "a respetiva adjudicação em 2018 e o arranque da construção ainda nesse mesmo ano".

O documento, ao qual a agência Lusa teve acesso, elenca que "dentro do objetivo global de adaptar a cidade às alterações climáticas e prevenção de catástrofes, nomeadamente para minimizar o efeito de cheias, o Plano Geral de Drenagem envolve no ano de 2018 um investimento de 34,5 milhões de euros".

Segundo o vereador explicou na conferência de imprensa, a este valor acrescem 33 milhões de euros que serão destinados ao saneamento, nomeadamente "para a recuperação de 23,3 quilómetros de coletores".

No próximo ano deverá então ter início "a parte inicial das obras, de preparação".

"Vamo-nos esforçar para que munícipes deem conta do que está a ser feito", considerou João Paulo Saraiva.

O orçamento irá ser apreciado em reunião de Câmara a 14 de dezembro, necessitando de seguida do aval da Assembleia Municipal de Lisboa, e prevê ainda uma série de investimentos municipais.

Na habitação, o documento atribui 8,5 milhões de euros para o Programa de Renda Acessível, e 36,7 milhões para investimentos em habitação municipal.

Quanto à mobilidade, estima-se 33 milhões de euros para o Fundo de Mobilidade Urbana, valor que será destinado à compra de autocarros e à contratação de novos motoristas para a rodoviária Carris.

Segundo João Paulo Saraiva, "os novos autocarros deverão ser entregues até ao final do próximo ano".

Para os espaços verdes e parques urbanos serão alocados 20 milhões de euros em 2018, e 24 milhões destinar-se-ão à higiene urbana.

O programa Escola Nova irá contar com 23 milhões para a reabilitação de oito escolas da cidade.

Durante a conferência de imprensa, o autarca responsável pelas Finanças apontou que "o município já tem mais de 50% das refeições escolares confecionadas localmente".

Para o Fundo de Desenvolvimento Turístico, o documento prevê 16,3 milhões de euros, e 5,6 milhões destinam-se à nova Feira Popular.

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