MURPI valoriza aumento das pensões mas exige melhores cuidados de saúde

A confederação de reformados (MURPI) valorizou hoje o aumento de todas as pensões em 2018, mas exige melhores cuidados de saúde, mais proteção social e maior acessibilidade aos transportes públicos para reduzir "as desigualdades sociais".

Entre 07 e 13 de novembro, a Confederação de Reformados, Pensionistas e Idosos - MURPI promoveu ações de esclarecimento em todo o país, para divulgar as reivindicações que pretendem ver contempladas no Orçamento do Estado para 2018, que terminaram hoje com uma conferência de imprensa junto ao Centro Nacional de Pensões, em Lisboa.

Sob o título "Ir mais longe em 2018" o documento divulgado contém "oito medidas essenciais" que, a serem aprovadas, irão contribuir para melhorar as condições de vida de forma a permitir "Envelhecer com Dignidade", refere o MURPI.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da confederação, Casimiro Menezes, adiantou quo caderno reivindicativo contempla medidas relacionadas com "a atualização das pensões para todos os pensionistas", mas também propostas para melhorar acesso aos cuidados de saúde, como a abolição das taxas moderadoras para os reformados.

"São aspetos a que continuaremos a dar maior atenção e a concentrar maiores energias para convencer o Governo a ir mais adiante nas medidas relacionadas com o acesso aos serviços de saúde", frisou.

O MURPI defende também "mais justiça fiscal", disse Casimiro Menezes, adiantando que o objetivo de todas estas medidas é reduzir as desigualdades sociais, garantir "a recuperação de direitos e rendimentos" e impulsionar "um forte combate às causas da pobreza e da exclusão social".

"É um conjunto de medidas que gostaríamos que o próximo Orçamento do Estado viesse a contemplar algumas delas", disse o responsável, admitindo que "é um processo prolongado".

"É uma luta que já vem desde 2016 e que tem dado alguns frutos", que mostram que "vale a pena lutar", disse, dando como exemplo o aumento extraordinário das pensões em 2017.

Em 2018 -- adianta -- "tudo leva a crer que também venha a existir um aumento extraordinário mínimo de 10 euros com as pensões até 588 euros e acima desse valor, até 2.500 euros, haverá um aumento, de acordo com a atualização das pensões, superior a 10 euros".

"É isto que nos leva a estar aqui a divulgar as nossas posições e as conquistas que conseguimos e aquelas que pretendemos" que sejam concretizadas em 2018, rematou à Lusa Casimiro Menezes.

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