Misericórdia do Porto e Vodafone criam plataforma de gestão inteligente de saúde

Um projeto para diminuir a distância entre a população idosa, melhorando os serviços de apoio domiciliário através da tecnologia, foi hoje apresentado no Porto e resulta de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia e a Fundação Vodafone.

Denominado 'Saúde Agora', o projeto da Santa Casa da Misericórdia do Porto(SCMP) materializou-se após ter sido apresentado em 2017 na Health Summit (Cimeira da Saúde), em Lisboa, em que se juntou a Fundação Vodafone no papel de investidor.

Através do "desenvolvimento de uma plataforma de gestão de IoT (Internet of Things - a internet das coisas), as casas dos pacientes serão dotadas de inteligência com capacidade para recolher dados, interpretar padrões, alertar e comunicar", lê-se no comunicado enviado à agência Lusa.

Desta forma, defendem os promotores "será possível promover o controlo de doenças crónicas, prevenir e monitorizar doenças, disponibilizar cuidados, apoio social, atividades de lazer e entretenimento, entre outros".

Para o Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares "trata-se de um produto de proximidade, desenhado para dar resposta às atuais necessidades das famílias", fazendo com que a SCMP "seja a primeira instituição a promover cuidados de saúde, de forma integrada, ao domicílio".

Destacando ser um projeto piloto, o provedor disse à Lusa que o "investimento não será superior a 50 mil euros", mas "tem um valor muito grande, que é o de alavancar a entrada da tecnologia de nova geração no apoio domiciliário".

"Se o projeto correr bem, queremos elevá-lo a uma escala mais ampla e aí vai ter outro tipo de investimento, mas que vai depender muito da adesão de pessoas com alguma capacidade financeira para comprar o serviço, uma vez que não é comparticipado publicamente e, portanto, temos de ir buscar a alguns para depois poder apoiar outros", explicou António Tavares.

Segundo o provedor, os destinatários do projeto piloto "serão entre dez e 20 pessoas", todas do "universo de respostas sociais da Santa Casa".

O diretor dos sistemas de informação da Santa Casa e um dos responsáveis pelo projeto, João Figueiredo, explicou à Lusa que o novo produto "precisa de três meses para a sua implementação", contando a partir do segundo semestre de 2018 "começar a ter resultados" da sua implementação.

"A ideia é criar um serviço personalizado, adaptado às características das pessoas, que hoje começa por ter uma vertente de saúde, mas amanhã poderá ter outras, por exemplo, ao nível do apoio domiciliário para passar a roupa a ferro, entre outros serviços", descreveu.

Ainda segundo o comunicado, o projeto permitirá a "monitorização remota das condições de saúde em tempo real, diminuindo a distância entre a população idosa e as novas tecnologias" e ainda "prevenir doenças e a sua deteção precoce, através da identificação automática de disfunções e emissão de alertas".

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