IP diz que passagens de nível em meio urbano são as que geram mais preocupação

As passagens de nível (PN) em meios urbanos são as que geram maiores preocupações ao nível da segurança e para as quais existem maiores dificuldades em encontrar alternativas, indicou hoje a empresa Infraestruturas de Portugal (IP).
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"As PN em meios urbanos, pela sua localização e devido à frequência da passagem de comboios, são as que geram maiores preocupações e em que temos mais dificuldade em arranjar soluções alternativas", disse à agência Lusa Alberto Diogo, vogal da administração da IP, à margem da assinatura do Compromisso de Segurança entre a empresa e a Câmara de Lagoa (Algarve).

De acordo com o responsável da empresa gestora das infraestruturas ferroviárias portuguesas, a reabilitação, reclassificação e relocalização das PN em meios urbanos, "têm de ser feitas em parceria com as autarquias, as quais, por vezes, apresentam poucas alternativas".

"As autarquias resistem em fechar as passagens de nível porque elas fazem falta, mas há poucas alternativas para as eliminar e deslocalizá-las dentro do meio urbano, devido à falta de espaço", sublinhou.

Alberto Diogo admitiu que o processo "não é fácil, porque implica mexer com a própria mobilidade do local, para o qual é necessário encontrar um equilíbrio entre as necessidades de segurança e da população que convive lado a lado com o comboio".

A IP pretende reduzir para 745 o total de passagens de nível em Portugal, prevendo suprimir ou automatizar 253 até 2022, no sentido de aumentar a segurança e diminuir a sinistralidade.

Segundo o Plano de Investimentos para as Passagens de Nível 2018/2022, está prevista a supressão de 104 PN, com um custo estimado de 75,8 milhões de euros, e a automatização de outras 149, ao que corresponde um investimento de 21 milhões de euros.

No dia em que se assinala o Dia Internacional para a Segurança em Passagens de Nível, a IP assinou com a Câmara de Lagoa o Compromisso de Segurança, o qual prevê a reabilitação de duas PN existentes no concelho algarvio.

O presidente da Câmara de Lagoa, Francisco Martins (PS) disse à Lusa que "o compromisso com a IP visa aumentar a mobilidade e a segurança nas passagens de nível, em particular ao nível da passagem para peões, cuja obra da responsabilidade da autarquia deverá ter início ainda este ano".

O autarca acrescentou que está prevista a supressão e relocalização das PN do concelho, "embora seja um processo que pode estender-se até cinco anos".

"Os estudos e os projetos são da competência da IP, empresa com a qual a autarquia está a trabalhar para encontrar as melhores soluções rodoviárias e pedonais", concluiu.

Até 2022, a IP prevê suprimir, reabilitar ou relocalizar, sete das 34 passagens de nível existentes em todo o território do Algarve.

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