Situada nas Caldas de Monchique, a Villa Termal informou que a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) e os bombeiros deram parecer positivo à reabertura, depois de ter sido forçada a encerrar a atividade na segunda-feira passada (dia 06), três dias depois de o incêndio ter deflagrado.."Estão garantidas as condições de segurança do local e das vias de acesso que possibilitam às termas retomar a atividade normal, com todos os serviços e facilidades a funcionar em pleno", assegurou a unidade hoteleira..A mesma fonte frisou que "não se registaram quaisquer perdas ou danos no núcleo central" da zona termal.."A direção da Villa Termal Caldas de Monchique Spa Resort está solidária com as pessoas, povoações e empresas afetadas por este terrível incêndio e confiante na recuperação da região, seus habitantes e recursos", salientou a empresa..Os responsáveis pela gestão da unidade hoteleira expressaram ainda o seu agradecimento aos "membros da Autoridade Nacional de Proteção Civil, bombeiros, Instituto Nacional de Emergência Médica, forças de segurança e outros operacionais no terreno pelos extraordinários esforços na luta contra o fogo e no apoio às populações"..A Villa Termal Caldas de Monchique SPA Resort recordou que está localizada na serra de Monchique, é a única estância termal do Algarve e do sul de Portugal e dispõe de "águas alcalinas, bicarbonatadas e ricas em flúor" que têm propriedades terapêuticas conhecidas desde a época romana e utilizadas na prevenção e tratamento de afeções respiratórias e musculoesqueléticas. .Esta unidade hoteleira foi uma das que foram evacuadas nas Caldas de Monchique antes da noite de 05 para 06 de agosto, devido ao fogo que deflagrou em Monchique, na zona de Perna da Negra, no dia 03, pelas 13:30..Nem a Villa Termal, nem outras unidades hoteleiras da zona e residências que existiam na zona foram atingidas pelo fogo, que acabou por se propagar aos concelhos de Silves e, em menor dimensão, a Portimão, outros dois concelhos do distrito de Faro..O fogo só foi dado como dominado na sexta-feira de manhã, depois de queimar cerca de 27.000 hectares (segundo dados da União Europeia), de obrigar a deslocar quase 300 pessoas e de ter provocado 41 feridos, um deles em estado grave (uma idosa que continua internada em Lisboa).