Festival Vivarium regressa ao Porto com Tim Hecker e Elizabeth Brown

O festival Vivarium, que cruza várias artes performativas, vai voltar ao Porto entre 28 e 30 de março, anunciou hoje a organização do evento que revelou os músicos Tim Hecker e Elizabeth Brown nas primeiras confirmações.

"Com um programa que cruza as áreas da música, performance, dança interativa, artes visuais e new media e pensamento, o evento ambiciona abrir um debate sobre as divergências e convergências entre Inteligência Natural e Inteligência Artificial", referiu a organização em comunicado.

Para além de Hecker e Brown, o Vivarium vai contar também com o produtor Proc Fiskal, a artista Jung in Jung, a bailarina e coreógrafa Dasniya Sommer, para além de uma exposição coletiva que "revisita o arquivo fotográfico" do Maus Hábitos, "casa-mãe" do festival que este ano se estende a outros espaços como Passos Manuel, Ateneu Comercial e Reitoria da Universidade do Porto.

O Vivarium vai também incluir uma oficina em "realidade mista", orientada por Isabel Valverde, e uma conferência em filosofia sob o mote "Criar conceitos -- Seguir regras: Um diálogo improvável entre Deleuze e Wittgenstein", mediada por Sofia Miguens Travis.

A primeira edição do Vivarium realizou-se no ano passado com o objetivo de discutir a relação entre a cultura humana e a cibernética, através de 'performances', conversas, exposições e música.

Na altura, a curadora Marianne Baillot explicou à Lusa que o Vivarium, a acontecer de forma anual, vai ser dotado de uma "abordagem multidisciplinar" que pretende que o evento vá além das artes visuais e se foque no lugar do corpo no contexto da sociedade atual.

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Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.