ESA recebe desenho revisto de primeiro satélite de uma universidade portuguesa

A equipa responsável pela construção do primeiro satélite de uma universidade portuguesa entregou no domingo à Agência Espacial Europeia (ESA) o desenho final revisto do engenho, indicou hoje à Lusa um dos elementos da equipa, Diogo Henriques.

A construção do nanosatélite ISTnanosat-1 está a cargo do Instituto Superior Técnico (IST), da Universidade de Lisboa, e o projeto com caráter educativo foi um dos seis do género escolhidos em maio pela ESA para enviar para o espaço.

Em dezembro, segundo Diogo Henriques, aluno de doutoramento, é esperada a aprovação final por parte da ESA, depois de afinados eventuais detalhes, para que a construção do satélite em miniatura possa começar.

O lançamento na órbita terrestre é apontado para finais de 2018 ou 2019, juntamente com os outros cinco nanosatélites, após terminada a fase de testes.

O satélite 'made in Portugal', o primeiro a ser concebido por uma instituição de ensino superior, tem a forma de um cubo com dez centímetros e permitirá captar sinais emitidos pelos aviões, nomeadamente quando sobrevoam o oceano Atlântico, onde nem sempre é possível recolher informação, e assim saber exatamente onde estão e, em caso de acidente, localizar a aeronave e possíveis sobreviventes.

O ISTnanosat-1, que seguirá num voo de carga e será colocado em órbita por astronautas da Estação Espacial Internacional, tem uma 'esperança de vida' curta, de três meses a um ano, dado que é um projeto educacional, esclareceu Diogo Henriques.

Da equipa nacional fazem parte professores e alunos do IST e radioamadores da Associação Portuguesa de Amadores de Rádio para a Investigação, Educação e Desenvolvimento, uma das entidades parceiras.

A construção do nanosatélite está orçada em mais de 300 mil euros, mas a equipa procura parceiros privados para financiar os componentes do engenho, no valor de 53 mil euros, e que incluem peças como baterias e células solares.

A maior parte do custo do ISTnanosat-1, entre 500 mil euros e um milhão de euros, é assegurada pela ESA, que faculta apoio técnico e é responsável pelo lançamento do nanosatélite, precisa em comunicado hoje divulgado o Instituto de Telecomunicações, unidade de investigação agregada ao Instituto Superior Técnico e que participa no projeto.

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