A reforma do IRPF (o IRS na sigla espanhola) mudou escalões e deduções específicas e alterou ainda o universo dos contribuintes que podem ir ao fisco o adiantamento do crédito do imposto gerado por estas mesmas deduções..O novo regime atribui 1200 euros de deduções específicas às famílias numerosas (três ou mais filhos) e 2400 euros às que têm 5 ou mais dependentes (classificadas de especiais). Além disto, a reforma empreendida pelo Executivo de Mariano Rajoy atribuiu ainda uma dedução adicional de 1200 euros aos agregados com ascendentes ou descendentes portadores de deficiência..Estes valores são compatíveis entre si e acumuláveis com a dedução atualmente atribuída às mães com filhos até aos 3 anos de idade e que se encontrem a trabalhar. Tudo somado, uma família numerosa com cinco ou mais filhos pode conseguir abater ao seu imposto até 4800 euros..O regime espanhol permite ainda que os contribuintes possam receber por antecipação (ou seja antes de entregarem a declaração anual) do valor dedutível. O início do prazo para avançar com este pedido arrancou esta quarta-feira, sendo que cada família não pode reclamar mais de 100 euros por mês. A reforma do IRS do outro lado da fronteira avançou também com uma isenção do imposto para quem ganha até 12 mil euros por ano e com uma descida progressiva das taxas..Por cá, a reforma do IRS que está em vigor desde o dia 1 de janeiro criou um quociente familiar em que é atribuído a cada dependente ou ascendente a cargo um valor de 0,3 na o apuramento do rendimento sujeito a imposto..De forma a evitar que o imposto se torne regressivo e que as famílias de maiores rendimentos saiam mais beneficiadas foram criados limites máximos de poupança por agregado em função deste novo quociente..Paralelamente foi aumentado o valor da dedução específica atribuída a cada dependente (passando esta de 213 euros para 237,3 euros) e reforçada a dedução (de 10% para 15%) proporcionada pelos gastos com a saúde do agregado..Em sede de IMI, as famílias com dependentes podem também vir a beneficiar de alguma poupança, mas essa decisão depende das autarquias. A proposta do Governo e que passou a integrar a arquitetura legislativa do código do IMI é que o valor a pagar possa ser reduzido em 10% quando exista um filho; 15% quando são dois dependentes e 20% quando existam três ou mais.