A Rússia lançou em apenas dois dias 30 ataques de drones contra a Ucrânia, além de ter feito mais de 8000 ataques aéreos e disparado cerca de 4500 misseis. A revelação foi feita pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no site oficial da presidência, no qual aparece numa foto ao lado de um dos drones, alegadamente o iraniano Shahed, abatidos pela defesa do seu país..O líder ucraniano promete nesse discurso "cortar as asas" do poder aéreo de Moscovo. "Os bombardeamentos não nos vão quebrar - ouvir o hino do inimigo na nossa terra é mais assustador do que os foguetes que lançam nos nossos céus. Não temos medo do escuro", garantiu Zelensky, lembrando que "o agressor continua seu terror".."Somos novamente atacados por um bando de corvos. Mais de 30 drones foram lançados em dois dias. Os defensores dos nossos céus impediram que os abutres do inimigo invadissem o país e abateram 23 Shaheds. Além disso, um míssil aéreo Kh-59, dois helicópteros de ataque Ka-52 e outro avião de ataque Su-25 foram transformados em sucata. No total, durante este período, a Rússia realizou 4500 ataques com mísseis e mais de 8000 ataques aéreos. Continuamos a lutar e vamos abater mais", disse Zelensky, garantindo que "apenas o povo ucraniano que não vai ser abatido"..Refira-se que o Ocidente acredita que o Irão forneceu um grande número de drones à Rússia, algo que Moscovo e Teerão negaram..Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, considerou o uso de drones pela Rússia como "horrível", acusando os comandantes russos de usar estes dispositivos para "matar civis ucranianos e destruir as infraestruturas para a produção de eletricidade, água e aquecimento"..Na realidade, nas últimas semanas, os ataques russos atingiram infraestruturas civis da Ucrânia, nomeadamente de produção de eletricidade e abastecimento de água, numa altura em que está a chegar o inverno e, em consequência, as temperaturas começam a baixar, colocando assim em causa a sobrevivência da população.