Ucrânia diz ter repelido grupo sabotador russo que cruzava a fronteira no norte do país

O comandante das forças conjuntas das Forças Armadas da Ucrânia disse que quatro pessoas armadas tentaram cruzaram a fronteira mas foram repelidas pelo fogo ucraniano.
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A Ucrânia diz ter frustrado durante a noite a tentativa de um grupo sabotador russo cruzar a fronteira no norte do país, escreveu no Telegram o ministro do Interior, Ihor Klymenko.

"Ontem à noite, na região de Chernihiv, os guardas de fronteira impediram uma tentativa de um grupo de reconhecimento sabotador inimigo de cruzar a fronteira dentro da comunidade de Semenivka", afirmou, citado pela Reuters.

O comandante das forças conjuntas das Forças Armadas da Ucrânia, Serhiy Naev, disse que quatro pessoas armadas tentaram cruzaram a fronteira mas foram repelidas pelo fogo ucraniano.

Klymenko referiu que as quatro pessoas foram detetadas a sair do território russo, acrescentando que reservas do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras e das forças armadas da Ucrânia foram mobilizadas para fortalecer a área.

A Ucrânia fortaleceu o seu setor militar do norte do país após a ida de algumas tropas do grupo mercenário russo Wagner, assim como a do seu líder Yevgeny Prigozhin, para a Bielorrússia. A Polónia também reforçou a segurança na sua fronteira.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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