Exclusivo Tokayev quer virar costas ao superpresidencialismo

Dois meses depois dos protestos violentos no país, presidente apresenta reformas políticas. Mas fica aquém do esperado.

O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, apresentou ontem o seu plano de reforma política, dois meses depois dos protestos violentos que considerou um "teste difícil" para o país. No discurso do Estado da Nação, revelou que a ideia é virar as costas ao modelo "super-presidencialista" de governo a favor de uma "república presidencial com um parlamento forte". As propostas incluem, por exemplo, facilitar o registo de novos partidos e proibir familiares do presidente de assumirem cargos políticos, mas ficam aquém do que alguns esperavam, nomeadamente por não incluírem eleições diretas dos governadores regionais.

"A rejeição dos poderes presidenciais excessivos será um fator importante que irá garantir a irreversibilidade da modernização política no país", disse Tokayev na apresentação das bases para o "Novo Cazaquistão". As propostas "vão mudar fundamentalmente as "regras do jogo" e ser uma base sólida para uma maior democratização da nossa sociedade", acrescentou, tendo começado por expressar condolências às vítimas de janeiro.

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