Não há dados sobre qualquer míssil. Queda do avião onde seguia Prigozhin provocada por explosão

As autoridades ocidentais acreditam que a explosão possa ter sido causada por uma bomba ou outro dispositivo plantado no avião.
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O Pentágono afirmou, esta quinta-feira (24), não ter dados que apoiem as teorias de que um míssil terra-ar tenha sido usado para derrubar a aeronave em que viajava Yevgeny Prigozhin, líder do grupo Wagner.

O exército dos Estados Unidos "não tem informações que sugiram que houve um míssil terra-ar" envolvido na queda do avião, afirmou o porta-voz do Departamento de Defesa, Pat Ryder, que chamou os relatos sobre um míssil de "incorretos".

A conferência de imprensa ocorreu no mesmo dia em que as autoridades dos Estados Unidos e de outros países ocidentais adiantaram que os relatórios preliminares dos serviços secretos levam a acreditar que uma explosão a bordo do avião onde seguia o líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, tenha derrubado a aeronave e matado todos os passageiros a bordo esta quarta-feira.

Embora continue a não haver uma confirmação oficial de que Prigozhin esteja morto, o presidente russo Vladimir Putin referiu-se a ele no passado.

As autoridades ocidentais acreditam que a explosão possa ter sido causada por uma bomba ou outro dispositivo plantado no avião, embora outras possibilidades, como combustível adulterado, também estivessem a ser exploradas, avança o New York Times.

Um alto funcionário dos serviços secretos ocidentais, que pediu anonimato para partilhar informações sensíveis, referiu que o seu governo tinha "muitos indicadores" de que o líder do grupo Wagner estava mesmo a bordo do avião que caiu.

As autoridades norte-americanas, porém, referem que os seus serviços secretos não confirmaram a morte de Prigozhin, embora pareça provável.

O jato executivo Legacy 600 que supostamente transportava Prigozhin voava a uma velocidade e altitude constantes até cair repentinamente, indicam dados de rastreamento de voo. A Embraer, a fabricante brasileira do jato, disse que parou de fornecer qualquer suporte à aeronave em 2019 devido a sanções. Normalmente, esse suporte está amplamente relacionado à manutenção do avião.

Uma lista de passageiros divulgado esta quarta-feira pelas autoridades da aviação civil russa mostrava o nome de Prigozhin e do principal comandante do Wagner, Dmitri Utkin, entre os sete passageiros e três tripulantes a bordo.

Os meios de comunicação estatais russos têm dado pouca importância ao assunto, numa altura em que decorre a cimeira dos BRICS em Joanesburgo.

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