Rittenhouse declarado inocente das mortes em Kenosha

Em agosto de 2020, jovem que então tinha 17 anos disparou contra três homens, matando dois deles, durante os protestos antirracistas e contra a violência policial em Kenosha, no Wisconsin

Kyle Rittenhouse, que em agosto de 2020 matou dois homens e feriu um terceiro a tiro durante os protestos antirracistas e contra a violência policial em Kenosha, no Wisconsin, foi declarado inocente dos cinco crimes de que era acusado, incluindo homicídio intencional.

Depois de três dias e meio de deliberações, os jurados decidiram a favor da defesa, que alegou que o jovem que então tinha 17 anos atuou em legítima defesa. "Eu não fiz nada de errado. Eu defendi-me", alegou Rittenhouse no julgamento. Arriscava prisão perpétua caso fosse condenado.

Rittenhouse chorou e teve que ser amparado pelos advogados depois de os jurados terminarem de ler o veredicto.

A acusação rejeitava a ideia de que as mortes ocorreram em legítima defesa, com os procuradores a argumentar que o arguido provocou o incidente, usando a imagem de alguém que levou "uma arma para um combate corpo a corpo".

Além de um eventual regresso da violência racial nos EUA, teme-se que o veredicto possa dar fôlego aos chamados "vigilantes".

O tiroteio aconteceu numa noite de protestos, dias depois de um jovem negro ter sido atingido a tiro por um agente da polícia branco. Seguiram-se noites de protestos, que terminaram com cenas de vandalismo e a destruição de edifícios e veículos.

Na noite de 25 de agosto, Rittenhouse foi armado com uma espingarda automática para Kenosha, onde várias outras pessoas armadas procuravam proteger as suas propriedades.

Numa rápida sucessão de eventos que estão parcialmente documentados em vários vídeos, Rittenhouse matou Joseph Rosenbaum, de 36 anos, que o estava a perseguir e que disse ter feito um gesto para agarrar a sua arma, e Anthony Huber, de 26, que o atacou com um skate, tendo também ferido Gaige Grosskreutz, que tem agora 28, todos eles brancos.

Para uns, Rittenhouse representa os vigilantes armados que contaram com o aval de algumas forças policiais para irem para as ruas no meio dos protestos contra a violência policial. Para outros, nos círculos conservadores e pró-armas, é um herói. "Os manifestantes atacaram-no violentamente. Ele provavelmente teria sido morto", disse o então presidente Donald Trump.

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