Polícia deteve 457 pessoas durante confrontos em França

Ministro do Interior disse que a extrema-esquerda é responsável pelos atos de violência que ocorreram à margem das marchas organizadas pelos sindicatos. "É preciso fazer passar uma mensagem de condenação", afirmou.
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Os distúrbios que marcaram alguns protestos de quinta-feira em França, contra a reforma das pensões, levaram à detenção de 457 manifestantes e 441 agentes ficaram feridos, disse esta sexta-feira o Ministério do Interior.

Os números foram fornecidos pelo ministro do Interior, Gérald Darmanin, que numa entrevista ao canal CNews disse que a extrema-esquerda é responsável pelos atos de violência que ocorreram à margem das marchas organizadas pelos sindicatos.

"A extrema-esquerda quer atacar a República e é preciso fazer passar uma mensagem de condenação", disse o ministro.

Darmanin reconheceu na mesma entrevista que os sindicatos condenaram a violência, "ao contrário" de alguns membros da oposição.

Na quinta-feira realizou-se em França um protesto de dimensão nacional contra o decreto presidencial que alterou a idade de reforma dos 62 para os 64 anos de idade.

As manifestações foram organizadas pelas estruturas sindicais francesas.

A Direção Geral da Aviação Civil de França indicou hoje às companhias aéreas a supressão de 33% dos voos do próximo domingo no aeroporto de Paris-Orly e 20% na segunda-feira, devido à greve dos controladores de tráfego aéreo.

A greve foi decretada em protesto contra o decreto sobre a lei que altera a idade de reforma dos 62 para os 64 anos de idade.

As anulações dos voos e que foram classificadas como "medida preventiva" preveem também o cancelamento de 20% dos voos no aeroporto de Lyon-Saint-Exupéry e de Marselha no domingo.

Na segunda-feira, o aeroporto de Marselha, sul de França, deve anular 20% das ligações aéreas

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