ONU elogia decisão de Israel em abrir passagem para ajuda humanitária em Gaza

No total, ataques aéreos israelitas já mataram mais de 200 palestinianos, incluindo 61 crianças, enquanto foguetes disparados por grupos armados palestinianos mataram 10 pessoas em Israel, incluindo uma criança.

As Nações Unidas saudaram esta terça-feira (18 de maio) a decisão de Israel em abrir a passagem comercial de Kerem Shalom, para permitir a entrada de ajuda em Gaza e pediu a abertura de um segundo local para permitir a entrada de trabalhadores humanitários.

A ajuda humanitária é urgente na Faixa de Gaza, depois de mais de uma semana de ataques aéreos que mataram mais de 200 palestinianos.

"Saudamos a abertura da passagem Kerem Shalom pelas autoridades israelitas para bens humanitários essenciais", disse Jens Laerke, porta-voz da agência humanitária da ONU OCHA, a jornalistas em Genebra.

O responsável acrescentou que agora é "crítico" que uma passagem em Erez também possa abrir "para a entrada e saída de funcionários humanitários essenciais".

Kerem Shalom defende que "o acesso humanitário" em Gaza "para funcionários e bens deve ser mantido e medidas apropriadas devem ser tomadas para que continue a ser possível a movimentação dentro de Gaza."

Mais de 200 palestinianos morreram, incluindo 61 crianças

Os combates começaram a 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

No total, ataques aéreos israelitas mataram 212 palestinianos, incluindo 61 crianças, em Gaza - enquanto foguetes disparados por grupos armados palestinianos mataram 10 pessoas em Israel, incluindo uma criança, segundo autoridades.

O conflito corre o risco de precipitar um desastre humanitário, com a ONU a afirmar que cerca de 47 000 palestinianos foram deslocados, enquanto mais de 130 edifícios residenciais e comerciais no enclave foram destruídos.

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