NATO avisa que referendos de forças pró-russas na Ucrânia são uma "escalada" da guerra

"Os falsos referendos não têm legitimidade e não mudam a natureza da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia", defendeu o secretário-geral da NATO.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, denunciou esta terça-feira os planos das forças apoiadas pela Rússia de realizar referendos na Ucrânia, alertando que estas ações representam mais uma escalada na guerra provocada pelo Kremlin.

"Os falsos referendos não têm legitimidade e não mudam a natureza da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Esta é mais uma escalada na guerra de Putin", escreveu o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte no Twitter.

"A comunidade internacional deve condenar esta flagrante violação do direito internacional e intensificar o apoio à Ucrânia", acrescentou.

Para os EUA, "estes referendos são uma afronta aos princípios de soberania e integridade territorial que sustentam o sistema internacional", disse o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.

Caso os referendos avancem, "os EUA nunca reconhecerão as reivindicações da Rússia" referentes à anexação de qualquer região da Ucrânia por parte da Rússia, afirmou Sullivan.

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou o que foi anunciado pelas forças pró-Moscovo é uma farsa, considerando que os referendos representam uma "nova provocação" que "não terá consequências".

"A própria ideia de organizar referendos em regiões que testemunham a guerra, que estão a sofrer bombardeamentos, é o cúmulo do cinismo", disse Emmanuel Macron na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Também esta terça-feira, o chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou que "os referendos fictícios" que a Rússia pretende organizar em várias regiões ucranianas ocupadas são inaceitáveis.

"Claramente que esses referendos simulados [na região de Donbass e outras sob ocupação russa na Ucrânia] não são aceitáveis e não são cobertos pela lei internacional", disse Scholz à imprensa à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque.

"Tudo isto é apenas uma tentativa de agressão imperialista", acrescentou o chanceler, pedindo à Rússia que retire as suas tropas das regiões ocupadas.

Os territórios separatistas pró-russos da região de Donbass, na Ucrânia, vão realizar de 23 a 27 de setembro referendos para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia, anunciaram hoje as autoridades locais.

Com Lusa

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