Libanês Hezbollah reivindica ter causado baixas às forças israelitas
O grupo xiita libanês Hezbollah reivindicou hoje um ataque com mísseis contra o norte de Israel que disse ter causado "um grande número de baixas" entre as forças israelitas.
"Os Mujahidin [combatentes] da Resistência Islâmica atacaram com mísseis guiados o ponto sionista de Al Khrdah, em frente à área de Al Dhaira", disse o movimento xiita em comunicado citado pela agência espanhola EFE.
Segundo o grupo pró-Irão, o ataque resultou "num grande número de baixas confirmadas nas fileiras das forças de ocupação, incluindo mortos e feridos".
O Hezbollah justificou que estava a retaliar a morte de três dos seus militantes em bombardeamentos israelitas na segunda-feira.
Após o ataque, Israel bombardeou o sul do Líbano, noticiou a agência oficial libanesa ANI, sem referir eventuais vítimas.
O exército israelita afirmou que estava a bombardear o território libanês "em resposta a mísseis antitanque que visavam soldados israelitas", segundo a agência AFP.
Um jornalista da AFP que se encontrava na zona fronteiriça ouviu várias explosões fortes.
O exército israelita disse que não tinha recebido relatos de danos ou feridos no ataque do Hezbollah.
Os ataques marcam o início do quarto dia consecutivo de hostilidades na zona fronteiriça.
Desde domingo, o Hezbollah e as fações palestinianas em território libanês dispararam vários foguetes e mísseis contra Israel.
O Hezbollah advertiu que não hesitará em responder "com firmeza à agressão israelita (...) especialmente quando estão envolvidos mártires".
No domingo, o Hezbollah reivindicou a responsabilidade por disparos a partir do Líbano contra posições israelitas, o que se tornou, desde então, uma ocorrência diária, fazendo recear o alastrar do conflito.
A escalada na fronteira israelo-libanesa seguiu-se ao ataque sem precedentes lançado no sábado pelo grupo islamita Hamas contra Israel a partir da Faixa de Gaza.
Desde então, a guerra entre Israel e o Hamas provocou mais de 1.200 mortos do lado israelita e 950 em Gaza, segundo dados atualizados hoje pelas duas partes.

