Em declarações à Reuters, o general Oleksandr Tarnavsky reconheceu que as forças na linha da frente debatem-se com escassez de projéteis de artilharia e, em resultado, algumas operações militares foram reduzidas. Um "problema muito grande" foi como o comandante do grupo Tavria se referiu à falta de munições, em especial as "pós-soviéticas", de 122 mm e de 152 mm.."Os volumes de que dispomos atualmente não são suficientes para nós, tendo em conta as nossas necessidades. Por isso, estamos a redistribuí-los. Estamos a replanear as tarefas que estabelecemos e a reduzi-las, porque temos de as assegurar", disse o homem que chefiou a tentativa de recuperar território em Zaporíjia..A recente visita de Volodymyr Zelensky aos EUA falhou o objetivo de convencer os republicanos a votar favoravelmente um pacote de 61 mil milhões de dólares (55,8 mil milhões de euros). Os senadores norte-americanos discutem um acordo que inclua a assistência à Ucrânia, também a Israel e a Taiwan, mas que os republicanos exigem estar ligado a uma nova política de atuação na fronteira com o México, onde estarão a entrar milhares de migrantes por dia. Os democratas mostraram otimismo quanto a um acordo nos próximos dias, porém republicanos como Lindsey Graham apontam para uma solução só no próximo ano..Adiado para 1 de fevereiro ficou o Conselho Europeu especial, dedicado à revisão do quadro orçamental, e que prevê uma dotação de 50 mil milhões de euros para a Ucrânia, ao longo de quatro anos - financiamento vetado pela Hungria na semana passada. .Noutro desenvolvimento, o comandante-em-chefe das forças ucranianas, em entrevista à RBK, e citado pela Lusa, reconheceu necessitar de mais militares e disse que se deve voltar ao anterior modelo de recrutamento. No verão, Zelensky demitiu as chefias dos centros de recrutamento, e pouco tempo depois algumas foram acusadas de corrupção. Valerii Zaluzhny já havia entrado em divergência com o presidente quando disse no mês passado que a frente da guerra estava estagnada.