Kiev promete "abater" os russos mobilizados para combates

"Abateremos todos aqueles que vierem ao nosso território com armas nas mãos - seja voluntariamente ou por mobilização", afirmou o comandante-chefe do exército ucraniano.

O comandante-chefe do exército ucraniano, Valery Zaluzhny, prometeu esta quarta-feira "abater" os russos que combatem na Ucrânia, incluindo os que forem mobilizados na sequência do decreto do Presidente russo, Vladimir Putin.

"Abateremos todos aqueles que vierem ao nosso território com armas nas mãos - seja voluntariamente ou por mobilização. Nenhuma declaração da liderança político-militar do país agressor irá afetar a nossa disposição de lutar pela nossa liberdade", escreveu no Facebook Zaluzhny, que raramente fala à imprensa ou utiliza as redes sociais.

Zaluzhny afirmou que o anúncio de "mobilização parcial" feito esta quarta-feira por Putin "não assustou" a Ucrânia.

"A ofensiva em larga escala do inimigo não nos assustou. Além disso, estamos unidos e estamos preparados para enfrentar adequadamente o inimigo. O anúncio da mobilização na Rússia é prova disso", acrescentou o general ucraniano, citado pela agência noticiosa local UNIAN.

Putin anunciou hoje a mobilização parcial de 300.000 reservistas, tendo recordado a importância do arsenal nuclear da Rússia como argumento face à contraofensiva ucraniana.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5.916 civis mortos e 8.616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG