Um ato de violência de um polícia francês contra um homem durante os protestos sobre a reforma das pensões em França, fez com que a vítima tivesse de amputar um testículo..Imagens e vídeos das manifestações de quinta-feira que circulam online mostram um polícia a bater entre as pernas de um homem deitado no chão, que é visto a segurar uma câmara..Twittertwitter1617164362849959936.A advogada Lucie Simon informou que o homem, um engenheiro franco-espanhol de 26 anos que estava a tirar fotografias do protesto, decidiu apresentar queixa por "violência voluntária por uma pessoa da autoridade pública, que levou à mutilação".."Foi um golpe tão forte que ele teve de amputar um testículo", disse ela, acrescentando que o engenheiro ainda estava internado no hospital.."Não se trata de um caso de autodefesa ou de necessidade. A prova está nas imagens que temos e no facto de a vítima não ter sido detida"..O engenheiro, que vive na ilha francesa de Guadalupe, "ainda está em choque e continua a perguntar o porquê" de ter acontecido o incidente, acrescentou a advogada..O departamento de polícia de Paris disse ter iniciado uma investigação interna, sublinhando que o incidente tinha acontecido "num contexto de extrema violência e no âmbito de uma manobra policial para prender indivíduos violentos"..O porta-voz do governo, Olivier Veran, disse à emissora BFMTV que sentiu "empatia" pelo jovem, mas sublinhou "a necessidade de compreender as condições em que esta intervenção ocorreu"..O Ministério do Interior anunciou que 80 mil pessoas marcharam em Paris na quinta-feira, como parte dos protestos a nível nacional contra o plano do presidente Emmanuel Macron de aumentar a idade da reforma de 62 para 64 anos..No entanto, o sindicato CGT, de extrema-esquerda, disse ter contado 400 mil manifestantes nas ruas da capital francesa..Em redor da área da Bastilha de Paris, alguns manifestantes atiraram garrafas, contentores e granadas de fumo à polícia, que responderam com gás lacrimogéneo para dispersar os protestantes, de acordo com os jornalistas da AFP no local.